Ibovespa supera 110 mil pontos com euforia internacional; dólar cai
O cenário internacional continua animando os investidores nesta quarta-feira, 25, e impulsionou o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, para os 110.132 mil pontos, o terceiro dia seguido de renovação da máxima, com avanço de 0,32%. Este é o melhor desempenho para os negócios desde 21 de fevereiro, quando o Ibovespa encerrou aos 113.681 mil pontos. Na véspera, o índice já havia superado a máxima ao fechar acima dos 109 mil pontos. A euforia com o início da transição de poder na Casa Branca, divulgação de nomes que irão compor a administração de Joe Biden e avanços na descoberta da vacina contra o novo coronavírus também manteve o dólar em baixa pelo segundo dia consecutivo. A moeda norte-americana encerrou as negociações com recuo de 1,03%, cotado a R$ 5,320. Na mínima, a divisa chegou a valer R$ 5,305, enquanto a máxima não ultrapassou os R$ 5,395. Nesta terça, 24, o dólar já havia cedido 1,06% ante o real, cotado a R$ 5,375.
Os investidores estão mais abertos ao riscos desde o início da semana com a divulgação de novos avanços na descoberta do imunizante contra a Covid-19. A autorização de Donald Trump para que o pessoal de Biden inicie o processo de transição de poder na maior economia do mundo, anunciado pelo presidente no Twitter na noite de segunda, também impulsionou o bom humor do mercado financeiro. Para completar a euforia, Biden revelou novos nomes que farão parte da sua equipe de governo e confirmou a ex-presidente do Banco Central dos EUA (Fed, na sigla em inglês), Janet Yellen, como secretária do Tesouro.
Apesar do otimismo com o noticiário estrangeiro, investidores mantém a apreensão com o cenário fiscal brasileiro e o risco de disparada das contas públicas com o repique da pandemia em diversas regiões do Brasil. O governo federal tem se empenhado em afirmar que o país não vive uma segunda onda de casos, e em diversas oportunidades o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a administração pública está preparada para enfrentar uma nova disparada de infecções. Guedes também buscou trazer tranquilidade aos investidores ao afirmar que o auxílio emergencial, que deverá ter custo de R$ 322 bilhões ao cofres públicos até o fim do ano, será encerrado em 31 de dezembro de 2020, sem previsão de ser novamente prorrogado.
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