Mercado aposta em manutenção da Selic em janeiro
O Comitê de Política Monetária do Banco Central realiza a primeira reunião de 2026 para definir a taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de manutenção da Selic em 15%. A taxa está nesse patamar desde junho de 2025, o maior nível em quase 20 anos.
Segundo analistas, não há expectativa de corte nesta reunião. A avaliação é de que uma eventual redução só deve ser discutida a partir de março, na segunda reunião do Copom no ano.
Economistas apontam incertezas no cenário doméstico e externo. No Brasil, a principal preocupação é o crescimento da dívida pública, atualmente em torno de 70% do PIB, com projeção de chegar a 78% em 2028.
No exterior, conflitos geopolíticos e tensões internacionais elevam a percepção de risco. O cenário leva bancos centrais a adotarem uma postura mais cautelosa.
A possível manutenção dos juros elevados preocupa o setor produtivo. A Selic influencia diretamente o custo do crédito, encarecendo empréstimos e financiamentos e dificultando novos investimentos.
Apesar da pressão de empresários e do governo por uma redução da taxa, a inflação ainda distante da meta mantém o Banco Central em alerta.
De acordo com o boletim Focus, a inflação medida pelo IPCA deve encerrar 2026 em torno de 4%. O centro da meta é de 3%.
Especialistas avaliam que o BC segue mapeando riscos para o ano, especialmente em um cenário marcado por eleições presidenciais e incertezas fiscais.
A expectativa do mercado é que, se houver cortes ao longo do ano, a Selic termine 2026 em torno de 12,25%. Para 2027, a projeção é de juros em 10,5%. Em 2028, a estimativa é de 10%.
*Com informações de Júlia Fermino
continue lendo
Macroeconomia
Cotado para Fazenda, Fonteles reduziu dívida no Piauí, mas teve déficit em metade dos anos
Quando ele assumiu a secretaria, em 2015, o estado encerrou o ano com uma dívida de cerca de 57% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). A proporção foi caindo até chegar ao valor mais baixo em 2020 (37%)
- BC decreta liquidação extrajudicial da Credipaiva por grave violação de normas Estadão Conteúdo · há 2 semanas
- Presidente da Faesp critica aprovação do fim da escala 6×1 e fala em riscos ao agronegócio Jovem Pan · há 3 semanas
- BC reduz taxa de juros a 13,75% ao ano Júlia Mano · há 2 meses
- Fecomércio vê impacto relevante no comércio com fim da escala 6×1 Jovem Pan · há 2 meses