Cineasta é condenado à prisão no Irã após prêmio no Festival de Berlim
O cineasta iraniano foi condenado a um ano de prisão no Irã por fazer “propaganda contra o sistema” em pelo menos três filmes, afirmou o advogado dele, Nasser Zarafshan, à agência de notícias Associated Press.
Rasoulof é diretor do filme “There Is No Evil”, que ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim no sábado (29). O cineasta não pode ir à Alemanha para receber o prêmio porque é impedido de sair do Irã.
Segundo Zarafshan, a sentença de Mohammad Rasoulof ainda impede o cineasta de dirigir filmes por dois anos. Ele teve uma condenação parecida em 2019 e, por isso, fez o filme vencedor do Urso de Ouro em segredo.
“There Is No Evil” conta quatro histórias sobre a pena de morte no Irã e fala sobre a liberdade pessoal sob o regime do país. Antes, Rasoulof já havia sido premiado em Cannes com o filme “Goodbye”, em 2011.
No mesmo ano, Mohammad Rasoulof e o também diretor Jafar Panahi foram presos no Irã por fazer filmes sem autorização. Eles foram condenados a seis anos de prisão e a 20 anos sem poder trabalhar com cinema, mas a pena de Rasoulof foi diminuída para um ano longe do cinema após apelação.
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