‘Irmão do Jorel’ vence prêmio de animação na Espanha
A terceira temporada de “Irmão do Jorel” venceu na noite de sábado (6) o prêmio de melhor série de animação na 2ª edição dos Prêmios Quirino, que celebra a indústria ibero-americana da animação. A cerimônia aconteceu em Tenerife, na Espanha.
A série, dirigida por Juliano Enrico e que mostra a vida cotidiana de uma família brasileira nos anos 80, venceu concorrentes como “Petit”, de Bernardita Ojeda Sala (Chile, Argentina, Colômbia); e a segunda temporada de “Puerto Papel”, de Álvaro Ceppi (Chile, Brasil, Colômbia, Argentina).
Enrico dedicou o reconhecimento a todos os artistas, roteiristas, animadores, produtores e atores brasileiros, e ressaltou que a animação no país é “muito mais” que entretenimento.
“É um negócio, são muitos artistas e muito talento, e tem que continuar”, declarou.
Nas redes sociais, Enrico celebrou a vitória. “Ganhamos o Prêmio Quirino de melhor série iberoamericana. Mi regalito pra todos los fãs do ‘Irmão do Jorel’ e colegas que trabalham com animação no Brasil”, escreveu.
Outra produção brasileira, “Guaxuma”, de Nara Normande, também foi premiada na categoria melhor curta de animação.
Neste caso, a coprodução brasileiro-francesa competia contra o curta-metragem espanhol “La Noria”, do diretor Carlos Baena; e a coprodução franco-espanhola “Soy una tumba”, de Khris Cembe.
Durante seu discurso, Normande criticou o regime “fascista” do presidente Jair Bolsonaro e lembrou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem se referiu como “preso político”, e de Marielle Franco, vereadora carioca assassinada em março de 2018.
Além disso, comentou que o futuro do cinema no Brasil “atualmente é incerto” porque estão “quase sem fundos”.
Os promotores dos Prêmios Quirino, José Luis Farías e José Iniesta, ressaltaram que indústria ibero-americana da animação deve estar unida para que “o setor se fortaleça”.
“Acreditemos juntos, realizemos juntos, façamos juntos e cresçamos juntos. Longa vida à animação da Ibero-América e longa vida aos Prêmios Quirino”, afirmou Iniesta.
Estes prêmios devem seu nome ao criador do primeiro longa-metragem de animação da história, Quirino Cristiani, que em 1917 dirigiu “El Apóstol”, uma produção argentina na qual foram utilizados 58.000 desenhos feitos à mão e várias maquetes que representavam edifícios públicos e ruas de Buenos Aires.
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*Com EFE
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