Petróleo fecha em queda após anúncio de acordo entre EUA e Irã
O petróleo fechou em forte queda nesta segunda-feira (15), com o WTI operando na faixa de US$ 80 por barril, à medida que a guerra no Oriente Médio se aproxima de um acordo provisório para seu fim. O presidente dos EUA, Donald Trump, também confirmou a total reabertura do Estreito de Ormuz a partir da próxima sexta-feira.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 4,86% (US$ 4,13), a US$ 80,75 o barril.
O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 4,76% (US$ 4,16), a US$ 83,17 o barril.
A commodity começou a semana em forte queda depois que Trump, e o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmaram no domingo que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo. A trégua abre caminho para novas negociações nos próximos 60 dias que podem, em última instância, encerrar definitivamente a guerra.
Segundo Trump, o pacto está para ser firmado oficialmente na Suíça e o “pedágio” em Ormuz ficará isento de cobrança por pelo menos 60 dias e haverá um “policiamento rigoroso” sobre Teerã e em relação ao seu programa nuclear.
Pelo lado iraniano, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que os detalhes dos aspectos diplomáticos do acordo com os EUA serão divulgados em breve, assim que forem finalizados, e que um plano de viagens para alguns países da região e vizinhos está na agenda antes da cerimônia oficial de assinatura do pacto em Genebra.
O acordo final autorizaria a remoção das sanções dos EUA ao Irã e a liberação de mais US$ 12 bilhões adicionais em ativos congelados, enquanto Teerã se comprometeria a não buscar uma arma nuclear. O presidente Donald Trump disse ao New York Times que o Irã poderia enriquecer urânio a um nível que serviria apenas “para fins não militares”.
“Embora o acordo seja uma notícia muito boa para os mercados, parece que conversas difíceis terão de ocorrer na janela de 60 dias para garantir que a paz seja sustentável”, escreveu o estrategista global do Deutsche Bank, Jim Reid. Ele observou que seria necessária a aprovação do Senado dos EUA para o alívio das sanções ao Irã.
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