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Trump não declara apoio a Flávio e diz que acompanhará ‘de perto’ eleições no Brasil

Em fala a jornalistas, o republicano reiterou declaração dada na quinta-feira (1º) quando afirmou também que o pleito 'é muito importante'

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sentado no Salão Oval após assinar ordens executivas na Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 23 de janeiro de 2025.
Trump adotou a postura em meio a cobrança de democratas para que o republicano reconheça o resultado oficial das eleições brasileiras YURI GRIPAS/EFE/EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou nesta sexta-feira (2) manifestar apoio ao senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Perguntado se daria suporte ao parlamentar, o republicano voltou a dizer que acompanhará “de perto” as eleições no Brasil.

“Nós estamos olhando isso, tudo aquilo, vamos acompanhar aquela eleição bem de perto”, afirmou Trump a jornalistas. As informações são do portal g1.

Na quinta-feira (1º), o líder norte-americano havia dado a mesma declaração quando questionado por um repórter. “O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, disse o republicano.

Reconhecimento das eleições brasileiras

A postura de Trump se dá em momento no qual senadores dos EUA cobraram que o republicano reconheça o resultado oficial das eleições no Brasil, independentemente de quem for eleito. Em carta enviada na segunda-feira (28), os democratas Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch questionaram como o Departamento de Estado pretende atuar na proteção do pleito brasileiro e pediram informações sobre a cooperação dos Estados Unidos com países da região para o acompanhamento de eleições e processos judiciais.

Os democratas também criticaram o que classificaram como uma sequência de ações do governo Trump que pode representar interferência nos assuntos internos do Brasil. Segundo eles, ao longo do segundo mandato do republicano, autoridades norte-americanas adotaram medidas que podem afetar a estabilidade política e institucional brasileira.

Entre os episódios citados está a nomeação de Darren Beattie como assessor sênior do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Brasil. Na avaliação dos parlamentares, a escolha gerou preocupação por causa das posições públicas sobre o governo brasileiro e as instituições do país. Ele é um político de extrema-direita e forte crítico da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A carta também citou a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos. Segundo os senadores, a apuração teria sido “iniciada por determinação de Trump”, em meio a críticas do chefe de Estado norte-americano a decisões de autoridades brasileiras.

Para os parlamentares, essas medidas se somam a outras ações diplomáticas, econômicas e políticas que, na avaliação deles, podem afetar a confiança no processo eleitoral brasileiro e a relação entre os dois países.

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