Zelensky e EUA duvidam das ameças de Putin e classificam mobilização como ‘sinal de fraqueza’
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não acredita que Vladimir Putin vai utilizar armas nucleares no conflito no Leste Europeu que já chega ao seu sétimo mês. “Não acho que essas armas serão usadas. Não acho que o mundo deixará isso acontecer”, afirmou o chefe de Estado ucraniano em entrevista ao canal alemão Bild TV, nesta quarta-feira,21. “Amanhã, Putin poderá dizer: ‘queremos uma parte da Polônia além da Ucrânia, se não, usaremos armas nucleares'”, continuou o presidente ucraniano. “Não podemos aceitar esse tipo de compromisso”, acrescentou. A declaração vem momentos depois que o líder russo assinou uma ordem de mobilização parcial para cidadãos reservistas irem combater na guerra contra a Ucrânia e alertou que, se o Ocidente continuasse sua “ameaça nuclear”, a Rússia responderia com toda a sua força militar e todos os seus meios. Para Zelensky, “Putin quer afogar a Ucrânia em sangue, incluindo o de seus próprios soldados”. Mesmo diante das ameças, Zelensky garantiu que seu país continuará as ofensivas. “A Ucrânia continuará a ofensiva e certamente libertará territórios”, declarou. Durante sua fala, o presidente ucraniano também chamou de “simulação” os referendos de anexação marcados para sexta-feira pela Rússia nos territórios ocupados. “90% dos Estados não os reconhecerão”, acrescentou.
O novo movimento da Rússia também é visto pelos ucranianos como um passo previsível que se mostrará extremamente impopular, afirmou o assessor presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, que também Putin estava tentando transferir a culpa pelo início de uma “guerra não provocada” e pelo agravamento da situação econômica da Rússia para o Ocidente. Os Estados Unidos também se pronunciaram sobre as novas movimentações. Para eles, a convocação de 300 mil reservistas, se trata de um sinal de fraqueza e fracasso. “Os falsos referendos e a mobilização são sinais da fraqueza e do fracasso da Rússia. Os Estados Unidos nunca reconhecerão as alegações da Rússia de supostamente anexar território ucraniano, e continuaremos a apoiar a Ucrânia pelo tempo que for necessário”, escreveu a embaixadora dos Estados Unidos na Ucrânia, Bridget Brink. As novas ações de Putin vem em resposta a atual fase do conflito, em que os ucranianos passam pro sua melhor fase e tem reconquistado territórios que estavam sob o controle dos russos desde que a guerra começou em fevereiro.
*Com informações da AFP, Reuters e EFE
[jp-related-posts ids=”1314386,1313857″]
continue lendo
Política
Flávio nos EUA: veja fotos do jatinho que levou o senador e a família para Miami
Candidato derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25) chegou na Flórida na manhã desta quarta-feira (28), com a mulher e as duas filhas
- Trump diz que aprovaria a concessão de visto nos EUA para Flávio Bolsonaro Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Colisão entre trens de alta velocidade deixa ao menos 64 mortos na Espanha Jovem Pan · há 4 horas
- Xi parabeniza Lula pela reeleição e defende ampliar parceria entre China e Brasil Estadão Conteúdo · há 1 dia
- Trump afirma que eleições no Brasil ‘pareceram fraudadas’, mas diz que gosta de Lula Júlia Lara · há 2 dias