Após críticas, governo e aliados discutem auxílio de R$ 1 mil a caminhoneiros
O auxílio a caminhoneiros cogitado pelo governo federal no valor de R$ 400 foi classificado como “esmola” por entidades que representam a categoria. O valor seria suficiente para rodar apenas 90 km por mês. Críticas também vieram de parlamentares, como a deputada Gleisi Hoffmann (PT). “Aí ficam inventando de tirar imposto dos Estados, inventando negócio de dar vale gás, vale caminhoneiro. Isso é ridículo, é humilhante para o povo brasileiro. Precisamos dar emprego, preço justo de combustível”, afirmou. Durante sessão na Câmara dos Deputados, o deputado federal Nereu Crispim, presidente da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros, também se manifestou sobre o benefício de R$ 400.
“É uma vergonha, um deboche para a categoria que está desde 2019 lançando na Câmara uma série de proposições para realmente resolver o problema em definitivo dos combustíveis no Brasil”, afirmou o parlamentar. Líderes do governo no Congresso chegaram a discutir um aumento no auxílio financeiro, podendo chegar a R$ 1 mil mensais. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi questionado sobre o aumento, mas desconversou. “Temos que ter cautela nessas mudanças legislativas que podem aparentar um tipo de solução, mas podem não ser solução nem de curto, nem médio ou longo prazo”, reconheceu o presidente do Congresso.
[jp-related-posts ids=”1278131,1277696″]
A ideia inicial seria incluir o auxílio na Proposta de Emenda à Constituição que cria uma espécie de compensação nos Estados por perdas na arrecadação do ICMS. Ainda não há sinalização de onde sairia verba para o benefício e como viabilizar a proposta diante das restrições da Lei Eleitoral. A criação de programas sociais em ano de eleições só pode acontecer em caso de calamidade pública ou estado de emergência, que é uma das possibilidades em articulação.
*Com informações da repórter Carolina Abelin
Assuntos
continue lendo
Notícias
Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG
Comandou a capital mineira de 2016 a 2022, quando deixou o cargo para concorrer pela primeira vez ao governo; ficou com o segundo lugar
- Vorcaro perguntou se devia ‘estar fora’ para Moraes dois dias antes de ser preso Fernando Keller · há 2 dias
- Dentista do SUS e militante de esquerda: Quem é Samara Martins (UP), candidata à Presidência Lucas Peçanha · há 2 dias
- Da autocobrança ao esgotamento: como a busca pelo alto desempenho afeta o corpo e a mente Ana Carolina Oliveira · há 2 semanas
- Tarcísio diz que áudios de Flávio a Vorcaro não impactam relação com senador Jovem Pan · há 3 semanas