Augusto Nunes diz que ato na USP foi político e rechaça comparação com carta de 1977
A leitura das cartas da Fiesp e da USP, intitulada como Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito, foi realizada na manhã desta quinta-feira, 11, em um evento que tem como foco atos em defesa do Estado Democrático de Direito. A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) recebeu a manifestação. Os documentos reúnem mais de 900 mil assinaturas de intelectuais, empresários, economistas e representantes da sociedade civil. A leitura começou com o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, abrindo o ato, com um discurso defendendo o processo eleitoral, criticando as fake news e exaltando a soberania popular. A primeira a ser apresentada foi a da Fiesp. Loga na sequência, foi a vez da carta da USP ser lida. O assunto foi tema no programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, desta quinta-feira, 11.
Para o comentarista Augusto Nunes, o ato foi político. Ele ainda rechaçou a comparação com a carta de 1977. “Muita pretensão assistir esse pessoal nas televisões comentando essas manifestações e comparando com a carta de 1977. Convido a todos se perguntarem quantos anos tinham em 77 e o que viveram de fato, souberam, do que se passava. Eu era editor de política da Veja nesta época. Eu vi o que aconteceu. Era outro país. O presidente não era eleito diretamente, havia um rodízio de generais, vigoravam AI-5, a constituição ainda era a de 1967, não havia liberdade política. Resumo, não tinha acontecido as campanhas diretas e não tinha sido decretado a anistia. Tudo viria depois. É comparado aquela época a este momento quando a constituição tem uma ameaça. Pelo Supremo Tribunal Federal, por decisões ilegais, e por quem as apoiam. Não foi um ato político o de hoje? Faça uma pesquisa lá. Pergunte aos presidentes em quem eles vão votar, ai vai dar o que as pesquisas apontam”, comentou.
Confira a íntegra do programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, desta quinta-feira, 11:
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