Artista negro morre após ser baleado na zona oeste de São Paulo

Segundo a irmão da vítima, Tatiane Benfatti, o corpo de Wellington Copido Benfati, conhecido como NegoVila, foi velado e sepultado no Cemitério da Lapa, na capital paulista

  • Por Jovem Pan
  • 29/11/2020 16h00 - Atualizado em 29/11/2020 19h28
Reprodução Facebook/Tatiane BenfattiA morte de Nego Vila acontece nove dias depois de João Alberto Silveira Freitas, também negro, ser espancado até a morte por seguranças em um a loja do Carrefour de Porto Alegre

O artista Wellington Copido Benfati, 40 anos, conhecido como NegoVila, morreu após ser baleado na madrugada de sábado, 28, em frente a uma distribuidora que fica na esquina das ruas Inácio Pereira da Rocha e Deputado Lacerda Franco, em Pinheiros. Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, um policial militar, de 34 anos, foi preso em flagrante suspeito de cometer o homicídio e encaminhado ao presídio militar Romão Gomes. O caso foi registrado pelo 14º DP, que apura os caso. A Polícia Militar também instaurou um inquérito. Benfati teria tentado separar uma briga entre um de seus colegas e um policial militar por volta de 4h30 da madrugada de sábado. O policial teria atirado para cima, causando uma correria, e o artista acabou caindo no chão. O policial, então, teria atirado novamente.

Em rede social, a irmã da vítima, Tatiane Benfatti, anunciou que o velório começou às 12h e o sepultamento estava marcado para 16h no Cemitério da Lapa. “A última camiseta que Benfati comprou foi uma camiseta branca. Ele estará vestido com ela! Se quiser venha de camiseta branca, o mundo precisa de paz, luz e muito amor!”, escreveu. Benfati era muralista, artista plástico, cenógrafo e deixa uma filha de nove anos. O caso acontece nove dias depois da morte de João Alberto Silveira Freitas, também negro, ao ser espancado por seguranças em um a loja do Carrefour de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O caso aconteceu no dia 19 de novembro, quinta-feira, e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga a participação de sete pessoas no inquérito. Os dois agressores foram presos em flagrante na noite do crime. A agente de fiscalização do supermercado, Adriana Alves Dutra, que filmou agressão de João Alberto foi presa temporariamente. Segundo os investigadores, ela teve participação decisiva no crime já que poderia ter impedido o espancamento.