SP: Inadimplência condominial cresce na pandemia e síndicos buscam renegociações
Síndica de um conjunto residencial na zona oeste de São Paulo, Bruna Matias se vira como pode para fechar as contas. Só em abril, os atrasos no pagamento do condomínio subiram 150%, reflexo da renda menor de muitos moradores na crise.
Com isso, ela precisou negociar com os fornecedores descontos de até 20% nos contratos mensais.
Uma lei aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados permite que a assembleia condominial ocorra por meio virtual, inclusive para a votação das contas.
O texto também proíbe ordens judiciais de despejo por atraso de aluguel, fim do prazo de desocupação pactuado, demissão do locatário em contrato vinculado ao emprego ou permanência de sublocatário no imóvel. As medidas valem até 30 de outubro.
Enquanto a lei não começa a valer, o advogado Maurício Felberg aconselha o inquilino a sempre procurar o diálogo.
Como os deputados fizeram alterações no texto, o projeto precisa ser analisado novamente pelo Senado antes de ir à sanção presidencial.
*Com informações da repórter Livia Fernanda
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