Mortos em inundações na Alemanha e Bélgica chegam a 188

O governo alemão deve anunciar, na próxima quarta-feira, ajuda de emergência de mais de 300 milhões de euros para as regiões afetadas, além de bilhões de euros para um programa de reconstrução de casas, estradas e pontes destruídas

  • Por Jovem Pan
  • 18/07/2021 18h33 - Atualizado em 18/07/2021 18h40
EFE/EPA/CHRISTOF STACHEA chanceler alemã, Angela Merkel, conversou com os moradores da aldeia de Schuld, no oeste da Alemanha, devastada pelas enchentes, durante visita à região neste domingo

O número de mortos nas inundações na Europa aumentou para pelo menos 188 – 157 no oeste da Alemanha e 31 na Bélgica -, conforme informações de autoridades locais que trabalham nos resgates. As fortes chuvas que provocam inundações, transbordamento de rios e deslizamento de encostas começaram na última quarta-feira, 14. Neste domingo, 18, a chanceler alemã, Angela Merkel, visitou áreas devastadas pelas enchentes e afirmou que os governos federal e locais vão trabalhar em conjunto para estabelecer a ordem. “É uma situação surreal e fantasmagórica, eu diria que a língua alemã está lutando para encontrar palavras para descrever a devastação”, disse a jornalistas. Segundo o governo alemão, a tragédia já é considerada o pior desastre natural do país em mais de meio século. Centenas de pessoas continuam desaparecidas.

Ao jornal alemão, Bild am Sonntag, o ministro das Finanças, Olaf Scholz, disse que anunciará, na próxima quarta-feira, uma ajuda de emergência de mais de 300 milhões de euros para as regiões afetadas, além de bilhões de euros para um programa de reconstrução de casas, estradas e pontes destruídas para que “possam ser reparadas rapidamente”. Tanto Merkel, como Scholz, mencionaram o impacto das mudanças climáticas na tragédia. “Temos que fazer mais para proteger o clima. Mas a ideologia da renúncia não nos leva ao nosso objetivo, precisamos de uma segunda revolução industrial para nos tornarmos rapidamente neutros para o clima”, disse o ministro.

No sábado, depois de visitar algumas das áreas mais afetadas da Bélgica, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lamentou a tragédia em uma rede social. “Hoje estive na Rochefort e na Pepinster Bandeira da Bélgica. Conheci pessoas que perderam suas casas por causa da tempestade. Eu disse a elas: a Bandeira da União Europeia está ao seu lado. Choramos juntos – e reconstruiremos juntos”. Segundo autoridades belgas, dezenas de milhares de pessoas  no país continuam sem eletricidade e é grande a preocupação com o abastecimento de água potável. Além de Bélgica e Alemanha, Áustria, Holanda, França e Suíça também foram atingidas pelas enchentes.