Tebet se filia ao PSB para disputar o Senado por SP
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou neste sábado (21) sua filiação ao PSB após quase três décadas no MDB, movimento que acontece em meio à articulação do presidente Lula (PT) para lançá-la como candidata ao Senado nas eleições de 2026.
A mudança partidária foi celebrada pelo PSB em nota, que classificou a chegada como um “encontro” político e destacou a trajetória da ministra. Segundo o partido, Tebet reúne “experiência institucional, capacidade de dialogar e compromisso democrático”, além de um histórico que inclui cargos como prefeita, vice-governadora, senadora e candidata à Presidência.
O texto também afirma que a filiação amplia não apenas a bancada, mas “o horizonte” da legenda, ao incorporar uma liderança com atuação nacional. A sigla projeta que Tebet terá papel relevante especialmente em São Paulo, estado considerado estratégico para o cenário eleitoral.
Em publicação nas redes sociais, a ministra afirmou que deixa o MDB com reconhecimento pela trajetória construída e destacou o novo momento político. “O MDB […] me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos”, escreveu. Sobre a nova filiação, disse que o PSB a “acolhe e convida a construir, juntos, o país dos nossos melhores sonhos”.
Parto, mas não sem antes abraçar, carinhosamente, os companheiros que ficam. O MDB, casa que me abrigou e me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos, também serviu de moradia segura para os brasileiros democratas perseguidos durante a longa noite do arbítrio. Foram esses… pic.twitter.com/3fC8LLzale
— Simone Tebet (@simonetebetbr) March 21, 2026
Apoio de Lula
A movimentação ocorre em meio à falas de Lula apoiando a candidatura de Tebet ao Senado. Na quinta-feira (19), o presidente reiterou que a ministra terá o seu apoio para disputar a Casa Alta por São Paulo. O chefe do Executivo deu a declaração durante evento do Partido dos Trabalhadores, em São Bernardo do Campo, que lançou a pré-candidatura do ex-titular da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo.
Segundo a própria Tebet, o convite para sair candidata por São Paulo partiu de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Como antecipado pela Jovem Pan, a chapa paulista ainda não está definida. A discussão deve avançar só em abril. Internamente, há um entendimento de que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deva também disputar o Senado pelo estado.
Também como mostrou a Jovem Pan, o PT avalia que um nome de centro “seria bem-vindo” para compor a chapa com Haddad ao governo paulista. A legenda busca uma pessoa com capacidade de diálogo com setores produtivos e com o mercado, segmentos considerados “mais refratários” à legenda.
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