São Paulo registra duas novas cepas da Ômicron, variante do coronavírus
O Estado de São Paulo registrou duas novas sub-cepas da Ômicron, variante do coronavírus. Elas foram sequenciadas pelo laboratório da faculdade de medicina do ABC. Elas foram denominada BQ.1.1.17 e BQ.1.18. Esta é a primeira vez que elas são detectadas no Brasil. Os pacientes que apresentaram as duas novas cepas tiveram quadro leve da Covid-19. Ao todo, três subvariantes inéditas foram descobertas no Brasil em poucos dias. Na semana passada, o Instituto Butantan descobriu a variante BN.1 também em São Paulo. Ela não é, porém, considerada de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas analisam que, neste novo cenário em que há aumento de transmissão e de diagnósticos positivos, é esperado que novas variantes sejam registradas. Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, o Brasil segue em aceleração de novos casos de Covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registradas mais de 20,3 mil novas infecções confirmadas pelo novo coronavírus em todo o território nacional.
O infectologista Renato Kfouri observa que não necessariamente as novas mutações irão impactar na gravidade da doença ou mesmo ganhar prevalência entre os casos positivos. “Variantes e suas subvariantes surgem todo dia. A facilidade, hoje, do sequenciamento genômico nos permite reconhecer diariamente novas mudanças nos vírus. O que não quer dizer que essas variantes e suas derivadas vão causar um aumento de casos. Nós temos muito mais variantes e subvariantes do que ondas da doença. Porque para uma variante causar uma onda ela precisa encontrar uma população que se aglomera, já vacinada há muito tempo, a gente aprendeu que o passar do tempo coloca essas pessoas suscetíveis novamente [ao vírus]. Então, a gente precisa ter cobertura vacinal, e muitas pessoas ainda não estão vacinadas. Então, esta combinação do surgimento de uma variante com populações vacinadas já há algum tempo e com aglomerações, não uso dessas medidas não-farmacológicas, é o que culmina com essas novas ondas”, explicou. O médico lembra que o melhor combate ao coronavírus é a vacinação em dia e prevenção, com medidas como uso de máscara de proteção e higiene das mãos.
*Com informações da repórter Carolina Abelin
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