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Política

AGU afirma que decisão de Fachin restaura ordem institucional no STF

Órgão diz que suspensão de medida de André Mendonça reafirma prerrogativa do presidente da República sobre direção da PF e contribui para reduzir tensão entre os Poderes

Bruno Pinheiro e Matheus Alleoni

predio Advocacia Geral da União AGU Wesley Macallister Ascom AGU
Prédio da Advocacia Geral da União, a AGU Wesley Macallister/Ascom AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de suspender os efeitos da medida tomada pelo ministro André Mendonça na Petição 16.662 ajuda a “restaurar a institucionalidade” na Corte.

Em nota, a AGU disse ter recebido a decisão “com satisfação, respeito e esperança” e afirmou que a medida também restabelece a ordem pública e administrativa.

Segundo o órgão, a decisão reafirma a prerrogativa constitucional do presidente da República de nomear e exonerar os ocupantes dos cargos de direção da Polícia Federal.

A AGU sustentou ainda que a suspensão permite o funcionamento regular da PF e contribui para a “harmonia entre os Poderes da República”, ao preservar as competências atribuídas pela Constituição a cada um deles.

Para o órgão, a decisão de Fachin também fortalece a confiança no Poder Judiciário e contribui para a “preservação da paz social e da estabilidade institucional”.

AGU defende atuação no caso

Na nota, a Advocacia-Geral da União também defendeu a estratégia adotada para contestar a decisão de Mendonça. O órgão afirmou que optou desde o início pelo “diálogo institucional”, pela prudência e pelo respeito às prerrogativas constitucionais.

A AGU rebateu ainda críticas à sua atuação e afirmou que, “ao contrário de narrativas plantadas na imprensa”, agiu dentro de suas atribuições e em defesa dos interesses da União.

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