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Política

Após reunião com Lula, Haddad anuncia França para vice na chapa ao governo de SP

Decisão foi tomada após conversa com o presidente que, desde o início, expressou o desejo de ter o ex-ministro na chapa petista pelo Executivo paulista

Nícolas Robert

Após reunião com Lula, Haddad anuncia França para vice na chapa ao governo de SP
Após reunião com Lula, Haddad anuncia França para vice na chapa ao governo de SP LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou o ex-ministro Márcio França (PSB) como o nome para ocupar a vaga de vice em sua chapa nas eleições estaduais. O anúncio desta quinta-feira (25) forma a principal aposta do governo Lula para tentar fazer frente ao atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.

Na quarta-feira (24), Haddad já tinha anunciado que Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e o próprio França haviam se colocado à disposição para serem vices na chapa.

Me sinto honrado pela confiança desses três colegas de ministério e me comprometi a formalizar o convite até amanhã.

A definição de França como vice de Haddad aconteceu após reuniões com Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O encontro tinha sido adiantando pela Jovem Pan. Lula já havia informado a aliados no final do maio que gostaria de ver França como vice de Haddad.

Mas não foi fácil convencer França a aceitar a ideia. Inicialmente, o pessebista desejava ser candidato ao Senado – com Simone Tebet confirmada em uma das vagas, ele disputava a segunda com Marina Silva. No entanto, o ex-ministro do Empreendedorismo acabou cedendo ao pedido do Palácio do Planalto, que enxerga em seu perfil moderado a peça ideal para ampliar o alcance da chapa para além do eleitorado tradicional da esquerda no maior colégio eleitoral do país.

Agora, com a definição de França, Tebet e Marina têm caminho livre para consolidar suas pré-candidaturas ao Senado.

Candidatura própria

Após Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) anunciarem no último final de semana a desistência de concorrerem ao governo de SP, Márcio França chegou a começar um movimento para disputar o Bandeirantes.

O principal argumento dele era que, sem uma terceira via em São Paulo, a eleição fica esvaziada e crescem as chances de Tarcísio liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

Na avaliação de aliados de França, esse cenário tem impacto no projeto nacional da esquerda, uma vez que Lula ficaria sem um aliado disputando o segundo turno no maior colégio eleitoral do país. Além disso, Tarcísio estaria livre para se dedicar à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Mas esse desejo foi contestado por aliados de Haddad. Fontes ouvidas pela Jovem Pan afirmavam que uma candidatura de França poderia atrair eleitores do próprio petista, e não do atual governador, e que ele poderia contribuir mais para o enfrentamento a Tarcísio ocupando a vaga de vice na chapa do ex-ministro da Fazenda.