Câmara retira mudança na ‘regra de ouro’ da PEC dos Precatórios
A Câmara dos Deputados retirou um dispositivo da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Precatórios que desobrigava o Executivo de pedir ao Congresso autorização para descumprir a chamada ‘regra de ouro’, que que impede que o governo se endivide para pagar despesas correntes, como salários e aposentadorias nesta terça, 9. A intenção da regra é impedir que o governo financie despesas atuais e deixe a conta para as próximas gerações. O trecho foi excluído após receber 303 votos a favor e 167 contrários – precisava de 308 para ser aprovado. A decisão é um revés para o governo e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
A proposta de supressão do dispositivo foi apresentada pelo Novo e corroborada por outros partidos, como o MDB. Atualmente, o governo só pode driblar a regra com autorização do Congresso, que deve aprovar o direcionamento a finalidades precisas e após votação por maioria absoluta. Na proposta, bastaria que os montantes estivessem previstos e autorizados no orçamento anual (que também deve ser aprovado pelo Congresso). Apesar de desidratada, a PEC dos Precatórios segue em pauta nesta terça, com outras mudanças que o governo considera fundamentais para abrir espaço no orçamento em 2022 para financiar o Auxílio Brasil, novo programa social que substituirá o Bolsa-Família, e mais gastos.
[jp-related-posts ids=”1183624,1183578,1183539″]
A PEC dos Precatórios passará hoje pela segunda votação – na primeira, foi aprovada por 312 a 144, apenas quatro votos a mais que o limite mínimo de 308. Caso seja aprovada, irá para o Senado, onde deverá ser aprovada em mais duas votações. A proposta estabelece um limite anual de R$ 50 bilhões para o pagamento dos precatórios, como são chamadas dívidas da União que já transitaram em julgado e altera o período usado para a inflação usada no cálculo no teto de gastos do governo, que passaria a ser de janeiro a dezembro do ano anterior, não mais de junho a julho. Essas mudanças abririam um espaço estimado no orçamento de R$ 91 bilhões.
continue lendo
Política
Quaest: 49% dizem que Lula é desonesto; índice de Flávio chega a 42%
Levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre Augusto Cury, Caiado, Zema e Renan Santos
- De ‘leviano’ a ‘desfaçatez’: veja os principais embates dos ministros do STF Marcelo Bamonte · há 2 horas
- Eu não era presidente quando Moraes foi indicado para STF, diz Lula Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Primeira mulher governadora, filha de ex-presidente: Quem é Roseana Sarney Beatriz Lia · há 7 horas
- Com bandeira da defesa do consumidor, Duarte Jr. tenta vaga ao Senado pelo Maranhão Lucas Peçanha · há 7 horas