JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã | 06h00 - 10h00
Política

Clécio Luís tenta reeleição para mais quatro anos no governo do Amapá

Ex-prefeito de Macapá venceu a disputa estadual no primeiro turno em 2022 e tenta permanecer por mais quatro anos no comando do Amapá

Jovem Pan

Clécio Luós, do AP
A entrada na política partidária ocorreu pelo PT. Clécio chegou à Câmara Municipal de Macapá em 2004 e foi reeleito vereador quatro anos depois. Durante o segundo mandato, presidiu a Casa. ANDRE VIOLATTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Clécio Luís (União Brasil) chega às eleições de 2026 tentando conquistar o segundo mandato consecutivo no governo do Amapá. Antes de chegar ao Palácio do Setentrião, o atual governador foi vereador e comandou Macapá por oito anos. Ao longo da trajetória, passou por diferentes partidos, da esquerda ao centro, e construiu alianças que hoje reúnem algumas das principais forças políticas do estado.

Nascido em Belém, no Pará, Clécio Luís Vilhena Vieira construiu sua vida profissional e política no Amapá. É formado em Geografia pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e possui especialização nas áreas de desenvolvimento sustentável e gestão ambiental.

Antes de ocupar cargos eletivos, trabalhou como professor e teve passagem pela administração pública. Aos 26 anos, assumiu a Secretaria Municipal de Educação de Ferreira Gomes, município localizado a pouco mais de 100 quilômetros de Macapá. Também trabalhou na Polícia Civil do Amapá.

A entrada na política partidária ocorreu pelo PT. Clécio chegou à Câmara Municipal de Macapá em 2004 e foi reeleito vereador quatro anos depois. Durante o segundo mandato, presidiu a Casa.

Do PSOL à Prefeitura

Clécio deixou o PT e participou da construção do PSOL no Amapá, partido pelo qual alcançaria seu primeiro cargo no Executivo. Em 2012, lançou-se candidato à Prefeitura de Macapá. A disputa foi decidida no segundo turno, quando derrotou Roberto Góes (PDT) e tornou-se prefeito da capital amapaense.

Quatro anos depois, concorreu à reeleição. Novamente levado ao segundo turno, enfrentou Gilvam Borges (PMDB) e venceu com 123.808 votos, correspondentes a 60,50% dos votos válidos. Permaneceu no comando da capital até o fim de 2020.

Sua trajetória partidária, no entanto, começou a mudar ainda durante a passagem pela prefeitura. Clécio deixou o PSOL e ingressou na Rede Sustentabilidade, legenda da qual posteriormente também se desfiliou. Em 2022, já no Solidariedade, decidiu disputar o governo estadual.

Vitória no 1º turno

A candidatura ao governo marcou a passagem definitiva de Clécio da política municipal para a estadual. Nas eleições de 2022, ele recebeu 222.168 votos, ou 53,69% dos válidos, e venceu a disputa pelo Palácio do Setentrião ainda no primeiro turno.

Clécio assumiu o governo em janeiro de 2023 ao lado do vice-governador Teles Júnior (PDT). Naquele mesmo ano eleitoral, sua posição na disputa nacional também ganhou importância. Após vencer no Amapá, Clécio declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

O mandato estadual foi marcado por uma ampla composição política no Amapá. Clécio manteve proximidade com o grupo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e construiu uma relação com forças que, nacionalmente, ocupam posições diferentes no espectro partidário.

Mudança para o União Brasil

Uma nova mudança partidária ocorreu em janeiro de 2026. Depois de ter sido eleito governador pelo Solidariedade, Clécio ingressou no União Brasil, partido comandado no Amapá por Davi Alcolumbre.

A troca de legenda ocorreu no ano em que buscaria a reeleição e consolidou a aproximação entre os dois grupos. Para a eleição de 2026, Clécio manteve Teles Júnior, do PDT, como candidato a vice-governador. A coligação formada em torno da candidatura reúne Republicanos, PDT, Agir, a Federação União Progressista, a Federação PSDB-Cidadania e a Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV.

A composição traduz uma característica que acompanhou a trajetória recente do governador: a capacidade de formar alianças que ultrapassam as fronteiras partidárias tradicionais. Depois de iniciar a carreira no PT, participar do PSOL, passar pela Rede e pelo Solidariedade, Clécio disputa agora a reeleição pelo União Brasil.

Disputa pela reeleição

A corrida de 2026 coloca Clécio diante de um adversário que também construiu parte importante da carreira política em Macapá. O ex-prefeito Dr. Furlan (PSD), que deixou o comando da capital para disputar o governo, tornou-se seu principal concorrente. Os dois chegam à disputa depois de vitórias eleitorais expressivas. Clécio conquistou o governo no primeiro turno em 2022, enquanto Furlan foi reeleito prefeito de Macapá em 2024 com mais de 85% dos votos válidos.

Aos 54 anos na data prevista para a posse, Clécio tenta agora alcançar uma marca inédita: depois de dois mandatos consecutivos como prefeito de Macapá, busca repetir a sequência no governo estadual.

A eleição também completa mais de duas décadas desde sua chegada à Câmara Municipal. Nesse período, Clécio passou de vereador e integrante da esquerda amapaense a governador apoiado por uma das maiores coalizões partidárias da disputa estadual de 2026.

Assuntos

continue lendo