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Política

CPI da Covid-19 marca mais um depoimento para a segunda-feira

Inicialmente, seria ouvido apenas um representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), mas senadores também convocaram Elton da Silva Chaves, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)

André Siqueira

A CPI da Covid-19 agendou mais um depoimento para a segunda-feira, 18, véspera da leitura do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Inicialmente, seria ouvido apenas o representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS) Nelson Mussolini, que integra a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Os senadores, porém, também convocaram Elton da Silva Chaves, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A sessão está marcada para às 9h. As testemunhas serão questionadas sobre o adiamento da votação de um parecer da Conitec que atestava a ineficácia do chamado “kit-Covid”. O relatório foi retirado da pauta da reunião que ocorreu na quinta-feira, 7. Os parlamentares querem esclarecer se houve interferência política do Palácio do Planalto.

Ainda na segunda-feira, o colegiado vai realizar uma audiência pública destinada ao depoimento de familiares de vítimas da Covid-19. Os convidados representam as cinco regiões do país. São eles: Mayra Pires Lima, enfermeira de Manaus, que perdeu a irmã por conta da crise da falta de oxigênio de Manaus; Geovana Dulce, de 19 anos, órfã de mãe e que terá a guarda da irmã de 10 anos; Kátia Shirlene Castilho dos Santos, órfã de pai e mãe; Rosane Brandão, cujo marido, professor da Universidade Federal de Pelotas, morreu por complicações da doença; e Jarquivaldo Bites Leite, infectado pela doença e em tratamento com graves sequelas. “O testemunho dessas pessoas é de extrema importância, uma vez que nos aproxima da dor do outro e dá voz a milhares de outras famílias que foram dilaceradas por essa pandemia”, diz um trecho do requerimento apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

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Na terça-feira, 19, o senador Renan Calheiros fará a leitura de seu relatório, que será votado na quarta-feira, 20. Como a Jovem Pan mostrou, o parecer do emedebista vai sugerir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por pelo menos 11 crimes: epidemia com resultado de morte; infração a medidas sanitárias; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; charlatanismo; prevaricação; genocídio de indígenas; crimes contra a humanidade; crime de responsabilidade; e homicídio comissivo por omissão. Os pedidos de indiciamento envolvendo o chefe do Executivo federal serão entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe julgar autoridades com prerrogativa de foro.