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Política

Da caserna às urnas: a trajetória política de Capitão Contar, candidato ao Senado

Com formação na AMAN, recorde de votos em 2018 e segundo turno ao governo em 2022, o ex-deputado estadual disputa o Senado em 2026 pelo PL

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Capitão Contar
Capitão Contar Divulgação

Renan Barbosa Contar, conhecido como Capitão Contar, construiu a trajetória pública na interseção entre a carreira militar e a ascensão do campo conservador em Mato Grosso do Sul. Nascido em Campinas (SP) em 25 de dezembro de 1983, formou-se oficial do Exército Brasileiro e chegou à política eletiva com uma pauta de fiscalização, combate à corrupção e defesa de bandeiras da direita.

Nas eleições de 2026, filiado ao Partido Liberal (PL), o ex-deputado estadual disputa uma das duas vagas do estado no Senado Federal.

Formação militar e a votação recorde de 2018

Antes da política partidária, Contar percorreu a formação regular de oficial do Exército. Passou pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) em 2002, concluiu a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 2006 e fez o curso da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) em 2017. Chegou ao posto de capitão e passou à reserva.

A estreia nas urnas ocorreu em 2018, no mesmo ciclo em que Jair Bolsonaro se elegeu presidente. Candidato a deputado estadual pelo PSL, Contar foi o mais votado para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com 78.390 votos. No mandato, adotou perfil de oposição ao governo estadual e pautou temas como combate à corrupção, redução de impostos e segurança pública.

O segundo turno de 2022

Em 2022, Contar deixou o PSL, passou brevemente pelo União Brasil e se filiou ao PRTB para disputar o governo do estado. A chapa, com Beto Figueiró como vice, integrou a coligação “Mudança de Verdade”, formada por PRTB e Avante — uma aliança pequena, sem o peso das grandes frentes tradicionais.

A campanha ganhou novo impulso no debate da TV Globo, em 29 de setembro, quando o então presidente Jair Bolsonaro pediu votos para Contar. O gesto contrastava com o quadro partidário local: o PL, partido de Bolsonaro, estava coligado com Eduardo Riedel (PSDB). No segundo turno, Bolsonaro afirmou que ficaria neutro.

No primeiro turno, Contar ficou em primeiro lugar, com 384.275 votos (26,71%). Riedel obteve 361.981 (25,16%). Em 30 de outubro, Riedel venceu com 56,90% dos votos válidos (808.210), contra 43,10% de Contar (612.113). A votação, ainda assim, consolidou o nome do militar da reserva como um dos principais referentes do eleitorado conservador no estado.

Candidatura ao Senado

Depois da disputa ao Executivo, Contar manteve articulação no campo da direita. Em dezembro de 2025, deixou o PRTB e se filiou ao PL. Em 2026, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, confirmou seu nome para o Senado. O partido lançou dois candidatos às duas vagas do estado: Capitão Contar e o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Na campanha, Contar apresenta como eixos a desregulamentação e o corte de impostos, com ênfase no agronegócio; o reforço da segurança pública e da proteção das fronteiras; e uma atuação no Senado voltada à fiscalização dos demais Poderes, alinhada ao eleitorado conservador.

Ao tentar a vaga senatorial, Capitão Contar busca converter a votação acumulada em 2018 e 2022 em representação em Brasília — desta vez, no mesmo campo partidário que hoje abriga também Azambuja.

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