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Política

Defesa de Bolsonaro diz que arma procurada pelo Exército é a mesma já apreendida

O artefato é o mesmo que foi encontrado com o integrante do GSI durante uma blitz de rotina, no dia 15 de junho

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participa de uma reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária
Ex-presidente Jair Bolsonaro ANDRE VIOLATTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou, nesta terça-feira (7), um comunicado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para esclarecer que uma das armas que o Exército disse não saber onde estar é a mesma que já foi apreendida com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a que estava com o integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

“Esclarecer que, especificamente em relação à pistola Glock, número de série BDFW477, trata-se do mesmo armamento atualmente acautelado pela Polícia Civil do Distrito Federal em razão dos fatos objeto do Inquérito Policial”, escreveram.

Na segunda-feira (6), o Exército informou ao STF que entregou à Polícia Federal (PF) seis das oito armas do ex-presidente que estavam sob sua guarda. No mesmo documento, o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília relatou que dois itens pedidos pelo ministro Alexandre de Moraes não foram localizados na unidade.

A movimentação ocorre após Moraes determinar, no domingo (5), o prazo de 48 horas para que o Exército transferisse o armamento para a Superintendência da PF no Distrito Federal (DF). A ordem foi motivada pela manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro e pela apreensão da arma encontrada com um integrante do GSI.

De acordo com o Exército, duas armas listadas na decisão de Moraes não estavam custodiadas pelo batalhão. Os itens correspondem a uma pistola Glock 9mm e a uma espingarda calibre 12. A corporação afirmou que os demais itens solicitados já foram encaminhados à PF, juntamente com outros materiais documentados.