Doria diz que frente ampla não é contra Bolsonaro, mas a favor de um ‘novo Brasil’
Apoiadores de Bruno Covas (PSDB) acreditam que o pleito de 2020 pode abrir espaço para uma nova política. Acompanhados do tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, João Doria, e a ex-prefeita Marta Suplicy votaram neste domingo, 15, na capital. Essa união bem no dia do primeiro turno foi chamada de frente ampla. Na ocasião, João Doria disse que esta é uma eleição “emblemática” por reforçar a democracia, mas negou que o movimento deste domingo já seja o indicativo de uma iniciativa conjunta contra a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022. “Essa já é uma eleição emblemática. Não quero dizer que seja nacionalizada, mas há certas figuras que escolheram seus candidatos. Vamos ver agora o resultado. A frente ampla não é contra Bolsonaro, mas a favor do Brasil, por um novo Brasil, um Brasil democrático, que respeita as pessoas, o meio ambiente. É a favor do Brasil.”
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Fernando Henrique Cardoso também exaltou o processo democrático. Depois de votar, o ex-presidente criticou o governo Bolsonaro. Para FHC, há arrogância e descontrole na gestão. “Há um certo descontrole, as expetativas sempre tivemos, tentando realizar aos poucos e há uma certa arrogância do governo atual da República tem e não ajuda”, afirma. Marta Suplicy acredita que o sucesso da campanha de Bruno Covas é a concretização da frente ampla. “É possível nesse Brasil termos uma conversa de esquerda, direita e Centro. Bruno é uma pessoa que dialoga com progressistas, com os liberais e com a população. Nós brasileiros podemos ter uma união, São Paulo está mostrando isso, frente ampla é possível, e nós estamos dando essa resposta”, disse. Marta chegou a ser cotada para vice de Covas, mas a vaga acabou com o vereador Ricardo Nunes (MDB).
*Com informações da repórter Beatriz Manfredini
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Beatriz Manfredini
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