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Política

Gilmar Mendes autoriza que Renan participe de debate presidencial na Globo

Segundo o ministro, ele ocupa a vaga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desistiu de participar do evento

Bruno Pinheiro e Júlia Lara

SP - RENAN/SANTOS/CAMPANHA - POLÍTICA
O candidato a Presidência Renan Santos ( Missão), durante ato de lançamento de campanha presidencial, neste domingo (16), em frente a Faculdade de Direto da USP, no Largo São Francisco, SP. ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) poderá participar do debate presidencial que acontece nesta quinta-feira (1º) na TV Globo. O pedido foi apresentado pelo Solidariedade, dentro de uma reclamação já existente no STF.

Renan terá as mesmas condições de tempo, perguntas e posição dos demais participantes, com credenciamento de sua equipe. A Globo poderá adaptar a dinâmica do debate. Segundo o ministro, ele ocupa a vaga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desistiu de participar do evento.

“Determinar à Globo Comunicação e Participações S.A. que assegure a participação do candidato Renan Antônio Ferreira dos Santos no debate presidencial a ser realizado em 1º de outubro de 2026, na vaga aberta pela desistência do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, nas mesmas condições de tempo, perguntas e posição asseguradas aos demais participantes, facultadas à emissora as adaptações necessárias na dinâmica do evento, e que autorize o credenciamento de sua equipe”, escreveu o ministro.

Gilmar considerou que Renan atende ao critério previsto pela própria Globo: era o mais bem colocado na pesquisa Quaest entre os candidatos sem participação obrigatória, com 3%.

A autonomia da emissora não é absoluta, segundo o ministro. Os critérios devem respeitar imparcialidade, igualdade de oportunidades, pluralismo político e direito à informação.

O ministro comparou ainda Renan a Romeu Zema, cuja inclusão havia sido determinada pelo TSE, destacando que Zema tinha 1% na mesma pesquisa.

“Na pesquisa Quaest de 28.9.2026 — justamente aquela eleita pela emissora para disciplinar a hipótese de desistência — Zema registrava 1% das intenções de voto, ao passo que Renan Santos alcançava 3%. A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro também registra esses percentuais: Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 1%”, disse Gilmar.

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