Internado em estado grave com Covid-19, Maguito Vilela é eleito prefeito de Goiânia
Internado em estado grave no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratamento da Covid-19, Maguito Vilela (MDB) foi eleito prefeito de Goiânia neste domingo, 29. Com 100% das urnas apuradas, o ex-governador de Goiás alcançou 277.497 votos, o equivalente à 52,60% dos votos válidos. Durante o primeiro turno, Maguito já havia permanecido à frente do senador Vanderlan Cardoso, do PSD, com quem disputou o segundo turno. Neste domingo, Cardoso atingiu apenas 47,40% dos votos. O emedebista, de 71 anos, foi diagnosticado com coronavírus em 20 de outubro, sendo internado uma semana depois. Segundo o novo boletim médico divulgado neste domingo pelo Hospital Albert Einstein, Maguito segue internado, está sedado e respira com a ajuda de aparelhos. Até o momento, sua situação permanece estável, no entanto, o estado é grave. “Hoje, 29 de novembro, encontra-se traqueostomizado, sedado e conectado à ventilação mecânica com parâmetros satisfatórios de oxigenação. Mantém a estabilidade hemodinâmica e segue em suporte da ECMO e hemodiálise contínua”, informa o documento. No segundo turno das eleições, o prefeito eleito foi representado pela esposa, Flávia Teles, o filho Daniel Vilela (MDB) e pelo vice da chapa, o vereador Rogério Cruz (Republicanos). Para comparecer à votação, os familiares precisaram deixar a capital paulista, onde acompanham seu quadro médico.
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Luís Alberto Maguito Vilela tem uma extensa carreira política. O emedebista já foi vereador em Jataí, deputado estadual, deputado federal e vice-governador de Goiás. Entre 1995 e 1998, foi governador de Goiás. Em 2002 e 2006, disputou novamente o comando do estado, mas foi derrotado. Foi nomeado vice-presidente do Banco do Brasil pelo ministro da fazenda Guido Mantega, em 2007. No ano seguinte, se elegeu prefeito de Aparecida de Goiânia. Apesar das grandes conquistas, Maguito já teve seu nome envolvido em polêmicas. Ele foi denunciado entre os políticos citados na lista de delações entregues pela Odebrecht ao Supremo Tribunal Federal (STF) nas investigações Lava Jato. De acordo com a acusação, o político teria recebido R$ 1.5 milhão em caixa 2 para campanha.
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