Mário Frias nega desvio de emendas e diz que operação da PF é ‘cortina de fumaça’
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou desvio de emendas parlamentares e disse em vídeo nesta quinta-feira (10) que a operação da Polícia Federal (PF) que aconteceu mais cedo é “cortina de fumaça” em ano de eleição.
“Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça”, disse.
Ele afirmou ainda que as emendas de R$ 2 milhões teriam sido destinadas para projetos esportivos e de letramento digital para crianças e adolescentes. “Emenda pública, transparente. Qualquer um pode consultar”.
Por fim, Frias afirmou que a investigação é baseada em “suspeitas” e que vai colaborar com tudo o que for necessário na operação. “A paz eu já tenho. A verdade, o tempo traz”, finalizou.
Operação contra Frias
Batizada de Operação Make Up, a PF investiga suspeitas de desvio destes recursos de emendas parlamentares relacionados à produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
São 49 mandados cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, agentes públicos e privados são suspeitos de direcionar parte dos recursos para empresas subcontratadas de forma irregular. Os investigadores também apuram se serviços previstos em contratos foram efetivamente realizados e se houve tentativa de ocultar o destino do dinheiro.
A corporação identificou movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao grupo investigado, mas ainda não informou quanto teria origem em emendas nem o valor supostamente desviado.
Os investigados poderão responder por peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações. A operação também alcança Karina Gama, responsável pela produção de “Dark Horse” e ligada ao Instituto Conhecer Brasil.
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