Transferências bancárias pelo WhatsApp: saiba como funciona e se a ferramenta é segura

A plataforma tem, hoje, mais de 120 milhões de usuários no país; as transações já estão liberadas para todos, mas, por enquanto, podem ser feitas apenas entre pessoas físicas 

  • Por Lívia Zanolini
  • 16/07/2021 15h22 - Atualizado em 16/07/2021 17h20
Pixabay / afra3Segundo o Banco Central, a ferramenta de transferências via WhatsApp permite a redução de custos para os usuários; para se cadastrar é preciso ser correntista em algum dos bancos participantes

Um mês após o Banco Central autorizar o Facebook a funcionar na modalidade ‘Iniciador de Pagamentos’, o WhatsApp – que pertence à rede social – começou a liberar transferências bancárias no Brasil. A plataforma tem, hoje, mais de 120 milhões de usuários no país. E todos já estão habilitados a usar a ferramenta, desde que sejam correntistas em algum dos bancos participantes e tenham cartão de débito, pré-pago ou múltiplo, com as bandeiras Visa ou Mastercard. Para começar a usar, basta abrir a conversa com o contato que receberá o dinheiro e tocar no ícone “clipe de papel”, se o aparelho for Android, ou no sinal de “mais”, se for Iphone, e selecionar o item “pagamentos”. Depois, é só colocar o valor desejado.

No primeiro acesso, o aplicativo vai solicitar que o usuário configure o Facebook Pay. Para isso, será preciso aceitar os termos de uso, criar uma senha e cadastrar o cartão desejado. E pronto! A ferramenta estará habilitada. Para que haja a transação, é preciso que a pessoa que receberá o dinheiro também esteja cadastrada. O aplicativo não cobra taxas. Cada usuário tem um limite mensal de R$ 5 mil para recebimentos e outros R$ 5 mil para envio. O valor máximo, por transação, é de R$ 1 mil e é possível receber até 20 transferências por dia. Para o Banco Central, a ferramenta permite redução de custos para os usuários. Mas será que é segura?

Segundo o WhatsApp, as transferências são protegidas por várias camadas de segurança. E, todas as vezes que algum dinheiro é enviado, é preciso confirmar a transação com senha. Em caso de invasão, quando o golpista instala o aplicativo em um celular diferente, as informações de pagamentos são automaticamente redefinidas, evitando o acesso à conta do Facebook Pay da vítima. Apesar das medidas de segurança, vale reforçar alguns cuidados. Confirme sempre a identidade de quem vai receber seu dinheiro. É comum golpistas invadirem contas de pessoas conhecidas para solicitar transferências. Procure realizar operações em redes Wi-Fi seguras. Instale um bom antivírus no celular. Não forneça dados, nem acesse links desconhecidos. E jamais compartilhe sua senha. Tá Explicado?

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