IPO: o que é e como saber se vale a pena investir

Até maio deste ano, 26 ofertas públicas iniciais foram realizadas na Bolsa de Valores brasileira; juntas, as empresas captaram cerca de R$ 34 bilhões com a venda de novas ações

  • Por Lívia Zanolini
  • 18/08/2021 15h38 - Atualizado em 18/08/2021 15h53
Paduardo/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo Ao negociar ações na Bolsa, as empresas conseguem captar recursos para fazer novos investimentos, além de ganhar de visibilidade; em 2020, 28 IPOs foram realizados na B3

IPO é a sigla para o termo Initial Public Offering, que, em português, significa Oferta Pública Inicial. Na prática é a abertura do capital de uma empresa para, a partir daí, começar a negociar ações na Bolsa de Valores. O objetivo, com isso, é captar recursos para realização de novos investimentos e ganho de visibilidade. Ao mesmo tempo em que estimula o crescimento das empresas, os IPOs favorecem a retomada da economia. Até maio deste ano, 26 IPOs foram realizados na B3, que é a Bolsa de Valores brasileira. Juntas, as empresas captaram cerca de R$ 34 bilhões com a venda de novas ações. Em todo o ano passado, foram 28 ofertas públicas iniciais. Até então, o segundo maior volume anual da história, ficando atrás apenas de 2007, quando foram registrados 64 IPOs. E a tendência é que o mercado continue aquecido.

Mas o que explica esse crescimento em 2020, em plena crise econômica agravada pela pandemia? Uma das principais razões está na taxa básica de juros, que, na ocasião, atingiu o menor patamar da história. Com isso, muitos investidores passaram a se aventurar na renda variável, como as ações, em busca de maior rentabilidade. O que acabou atraindo mais empresas para esse mercado. Mas se vender ações é bom para as companhias, por que a maioria não está na Bolsa? Bom, não é um processo tão simples assim. Primeiro, é preciso protocolar um pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é o órgão regulador do mercado de capitais brasileiro, e solicitar a inclusão na B3. Depois, é necessário obedecer a uma série de requisitos, como ter um conselho de administração, apresentar três anos de balanço auditado por profissional independente e ainda passar por várias etapas. E nem sempre as empresas conseguem arcar com todos os custos e exigências.

E para o investidor? Os IPOs são opções interessantes? Depende. Uma das vantagens é a possibilidade de valorização das ações nos meses seguintes à oferta inicial. Mas nem sempre isso acontece! E a principal desvantagem é que, como a empresa está estreando na Bolsa, não há histórico de cotação de ações para que o investidor possa comparar os preços. De qualquer forma, antes de se tornar acionista, a orientação é sempre buscar informações sobre a empresa, contar com ajuda profissional, se necessário, e ficar de olho nos indicadores econômicos para saber em qual setor investir e o melhor momento para isso. Tá Explicado?

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