Câmara aprova ampliação da posse de arma no campo, mas descarta porte
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (21), por 320 votos a 61, o projeto que permite posse de arma em toda a extensão da propriedade rural. Atualmente, quem tem posse de arma pode manter o objeto apenas no interior de sua residência ou domicílio. Para os defensores do projeto, os agricultores precisam de meios para se defender da criminalidade.
O relator do projeto, deputado Afonso Hamm (PP-RS) afirma que a proposta olha para o aumento da violência no campo. “Oferecer as condições de legítima defesa a quem vive, trabalha e produz lá no meio rural, que está isolado, que, realmente, as forças policiais não tem como chegar”, disse, acrescentando que o projeto vai beneficiar os pequenos proprietários que são, segundo ele, os principais alvos de crimes.
Já para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) líder da minoria, liberar a posse de arma pode aumentar a violência. “Não há defesa, ao contrário: o que há é aumento de morte de quem porta a arma, de quem está na mira da arma, que a defesa não prevalece e que aumenta a violência e o número de vítimas.”
Como o texto já passou pelo Senado Federal, seguirá, agora, para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Na votação dos destaques, os deputados rejeitaram a emenda do deputado Euclydes Pettersen (PSC-MG), que pretendia garantir, além da posse, o porte de arma ao proprietário rural.
*Com informações da repórter Victoria Abel
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Bruno Pinheiro
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