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Bruno Pinheiro

Ida do caso Nossa Senhora ao plenário do TSE é vista como gesto de Nunes Marques a Mendonça

Pessoas próximas a Mendonça negam que ele esteja isolado e destacam também sua boa relação com Luiz Fux e a proximidade que mantinha com o ex-ministro Luís Roberto Barroso

Bruno Pinheiro

Kassio Nunes Marques
Kassio Nunes Marques Carlos Moura/SCO/STF

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará nesta quarta-feira (30), das 10h às 23h59, em sessão virtual extraordinária, a decisão de André Mendonça que determinou a retirada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida. Nos bastidores, interlocutores ouvidos pela Jovem Pan interpretam a iniciativa do presidente da corte, Nunes Marques, como um gesto de apoio ao colega.

Segundo esses relatos, os dois mantêm uma amizade construída no tribunal e conversam frequentemente. Indicados ao Supremo pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), não tinham proximidade antes de chegar à corte, afirmam os interlocutores.

Pessoas próximas a Mendonça negam que ele esteja isolado e destacam também sua boa relação com Luiz Fux e a proximidade que mantinha com o ex-ministro Luís Roberto Barroso. Ressalvam, porém, que o convívio não significa que Mendonça consulte os colegas para definir suas decisões.

A ordem em análise foi expedida a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e atingiu publicações que apresentavam como verdadeira a informação de que o candidato ou sua família pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A avaliação nos bastidores é que uma resposta do colegiado do TSE pode reduzir a pressão sobre Mendonça e esvaziar a controvérsia no Supremo, onde Dino autorizou o restabelecimento de parte das postagens e Fux suspendeu os efeitos dessa decisão.

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