‘Está tudo tranquilo’, diz Maia sobre clima entre Poder Legislativo e Executivo
Durante compromissos em Madri, na Espanha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não há um aumento de tensão entre o Poder Legislativo e o Executivo provocada pelo Orçamento Impositivo.
A declaração ocorre dois dias depois da publicação do site BR Político, do jornal O Estado de S. Paulo, publicar que o presidente Jair Bolsonaro compartilhou vídeos convocando a população para protestos contra o Congresso no próximo dia 15 de março.
Irritado com os questionamentos, Maia declarou que a relação entre os poderes segue na normalidade. “Está tudo tranquilo”, afirmou. Na quarta-feira, logo após o vazamento das conversas do presidente, ele cobrou respeito às intituições democráticas em suas redes sociais. Sem citar o nome de Bolsonaro, o texto afirmava que criar tensões institucionais não ajuda o país a evoluir. “Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir”, disse.
Questionado se a tensão aumentou por conta da discussão do Orçamento Impositivo, ele negou. “Não tem confusão, não. Está tudo tranquilo”.
O clima entre os poderes piorou depois do vazamento de uma gravação do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, onde se queixava da atuação dos parlamentares, chamando-os de chantagistas. “Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente o tempo todo”, disse ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, e de Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.
Impeachment
Maia afirmou que os deputados têm direito de apresentar pedidos de impeachment contra Bolsonaro, se assim acharem conveniente. “O que eu posso fazer? É um direito deles”, disse. A bancada petista no Congresso avalia a possibilidade, assim como o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), que já solicitou aos seus advogados uma peça de denúncia de crime de responsabilidade contra o presidente.
Ao ser questionado se, na sua avaliação, o presidente Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade, e se há risco de uma nova ditadura no Brasil, Maia afirmou que já tinha se manifestado sobre o tema. “Que ditadura? Eu já disse ontem (quarta), se você não leu os jornais hoje, não posso fazer nada”, disse, referindo-se à frase de que está tudo tranquilo.
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Bruno Pinheiro
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