‘Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas’, diz Bolsonaro
Depois do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o presidente Jair Bolsonaro também usou as redes sociais para criticar a aprovação no Senado argentino do projeto que legaliza a interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana de gestação, nesta quarta-feira, 30. “Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com anuência do Estado. No que depender de mim e do meu governo, o aborto jamais será aprovado em nosso solo. Lutaremos sempre para proteger a vida dos inocentes!”, escreveu o presidente em sua conta pessoal no Twitter no início da noite.
[jp-related-posts ids=”1029253,1029157,1029090″]
Horas antes, Ernesto Araújo também havia criticado a decisão do país vizinho. Ao compartilhar uma publicação do jornal espanhol El País sobre o caso, no Twitter, o ministro escreveu que “o Brasil permanecerá na vanguarda do direito à vida e na defesa dos indefesos, não importa quantos países legalizem a barbárie do aborto indiscriminado, disfarçado de ‘saúde reprodutiva’ ou ‘direitos sociais’ ou como quer que seja”. Além da Argentina, o procedimento é permitido em outras regiões da América Latina: Cuba, Uruguai, Guiana, Guiana Francesa e em algumas regiões do México.
Com a aprovação do Senado, o projeto segue para sanção do presidente Alberto Fernandéz, autor da proposta. A aprovação se deu com 38 votos a favor, 29 contra e uma abstenção após mais de 12 horas de debate. O texto já tinha sido aprovado na Câmara no dia 11 de dezembro com 131 votos a favor , 117 contrários e seis abstenções. Pela norma, os profissionais que não concordarem com a prática podem invocar objeção de consciência. Segundo a proposta, após o período de 14 semanas em que o aborto é legalizado, o procedimento só vai ser permitido caso ofereça riscos para a gestante ou seja resultado de um estupro.
Amizade Brasil-Argentina
No fim de novembro, Bolsonaro e o presidente argentino conversaram pela primeira vez desde a eleição de Alberto Fernández, em 27 de outubro de 2019. O encontro marcou o dia da Amizade Brasil-Argentina. A relação entre os dois é baseada em uma série de acusações. Bolsonaro torcia abertamente para a reeleição de Maurício Macri, opositor de Fernández. O apoio a Macri se intensificou depois que o presidente argentino, na época candidato, visitou Lula enquanto o petista ainda estava preso em Curitiba. O encontro entre os representantes foi virtual, cada um estava em seu país. Segundo comunicado da Casa Rosada, Fernández pediu para deixar “as diferenças do passado e enfrentar o futuro com as ferramentas que funcionam bem entre nós (Brasil e Argentina)” para “realçar todos os pontos de concordância”.
Do outro lado, Bolsonaro respondeu às propostas de Fernández. “Nossas forças armadas têm uma integração excelente. Fortaleceremos nossa integração nas indústrias de defesa e avançaremos no combate ao narcotráfico e ao crime transnacional”, garantiu. O presidente brasileiro também comentou sobre o Mercosul. “O Mercosul é o nosso principal pilar de integração, mas precisamos gerar mecanismos mais ágeis e menos burocráticos”, disse.
Assuntos
continue lendo
Política
Perícia recusou ao menos 15 aparelhos de operação sobre ‘Dark Horse’ por falha no lacre
Equipamentos tinham selo intacto, mas perícia identificou vão que permitiria conexão USB
- Acidente entre ônibus e carreta mata seis e deixa 43 feridos em Minas Gerais Jovem Pan · há 33 minutos
- Polícia da Paraíba prende suposto serial killer envolvido em 16 assassinatos em 3 meses Estadão Conteúdo · há 12 horas
- Chuva dá trégua na cidade de SP, mas frio persiste; veja até quando Estadão Conteúdo · há 21 horas
- Mulher de Lito Sousa diz que influenciador recebeu medicamento experimental Estadão Conteúdo · há 1 dia