Morre menina de 6 anos que estava internada após ser torturada por mãe e madrasta no Rio
A menina de seis anos que estava internada após ser torturada e espancada pela mãe e pela madrasta no sul do Rio de Janeiro morreu neste sábado, 24. Segundo a Polícia Civil do Estado, o corpo da criança foi encaminhado para o Posto Regional de Polícia Técnica e Científica de Resende para ser necropsiado. As últimas informações afirmavam que a menina estava em estado grave com uma hemorragia cerebral inoperável e corria o risco de ficar permanentemente em estado vegetativo. Uma decisão judicial emitida pelo magistrado Marco Aurélio da Silva Adania, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 21, decidiu converter a prisão em flagrante da mãe e da madrasta em uma detenção preventiva. Segundo o parecer do juiz, além de ser espancada com socos e chutes, a criança foi torturada com “chicotadas” por um cabo de televisão dobrado e foi empurrada de um barranco de sete metros de altura no fim de semana em que foi socorrida ao hospital. Ela também estaria sendo privada de alimentação ao longo de meses.
“Sem sombra de dúvidas, quem adere a este tipo de conduta, sempre sob o ângulo cautelar, é reputado perigoso, servindo a custódia cautelar para garantia da ordem pública, justificando a decretação da prisão preventiva. Ressalte-se que nesse contexto, casos como este apresentado nos presentes autos merecem uma resposta rigorosa do Poder Judiciário, a fim de coibir a violência praticada contra crianças de tenra idade”, escreveu Adania em sua decisão. O juiz também apontou para o fato de que a mãe da menina auxiliou na tortura cometida pela madrasta, que tem passagens por “crimes da mesma natureza”. A garota, que morava no bairro de Jardim das Acácias, foi socorrida pelo Samu após a mãe de uma das suspeitas ouvir a criança agonizando na madrugada da segunda. No hospital, os médicos acionaram a Guarda Municipal, que chamou a Polícia Militar. As duas mulheres foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos e confessaram o crime, que teria sido motivado pelo ciúme que a namorada da mãe da criança sentia da menina.
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