Onyx: isolamento por mais 2 meses no Brasil seria ‘uma insanidade’
O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, voltou a defender a visão do presidente Jair Bolsonaro pelo isolamento parcial como medida de combate ao novo coronavírus no Brasil. Em transmissão ao vivo promovida pelo Itaú BBA nesta quarta-feira (15), Onyx afirmou que é uma “insanidade” manter a política de distanciamento social por mais dois ou três meses. Em estimativas do Ministério da Saúde, o pico da Covid-19 pode ocorrer entre maio e junho.
“Epidemias têm um perfil de 12 a 14 semanas (de duração), não dá para pensar que é razoável a gente ficar mais 60 ou 90 dias com o Brasil parado. Ao contrário, na minha visão, isso é uma insanidade”, disse o ministro da Cidadania.
Assim como Bolsonaro, Onyx contraria as orientações do Ministério da Saúde e de entidades médicas para defender que apenas idosos permaneçam isolados. “Precisa de um cuidado especial nessa faixa etária (acima de 60 anos). É o que venho defendendo, coerentemente com a visão do presidente Bolsonaro, temos que mobilizar prefeitos e governadores para retomar atividade econômica”, defendeu.
Embora reconheça que a pandemia é grave, o ministro avalia que os efeitos da crise econômica seriam piores. “A pandemia é grave? Sim. Tem risco? Tem. Mas tem que ter equilíbrio. As pessoas precisam fazer equilíbrio. Se, por ações de gestores, ao impedir atividade econômica, a gente destruir atividade econômica, a fome, a miséria vai matar mais que a Covid-19”, disse em outro momento.
Onyx colocou Bolsonaro com alguém que tenta liderar o equilíbrio no País, o que, na visão dele, provocou conflitos com prefeitos e governadores. “O presidente Bolsonaro lidera uma visão que tenta equilibrar os movimentos indispensáveis pela preservação da vida e da saúde das pessoas com a preocupação de que o Brasil não perca tudo aquilo que nós conquistamos a duras penas no ano passado. E não foi pouco.”
Onyx disse, ainda, que o presidente tem capacidade de “olhar o todo”. “Isso é algo muito importante para o gestor”, avaliou o ministro. “O Brasil hoje equilibra, o presidente tenta liderar essa visão, e aí apareceu uma certa dissintonia entre governadores e prefeitos. Os prefeitos, por uma razão óbvia, têm uma eleição programada para outubro deste ano, e alguns governadores quiseram pegar carona em um certo confronto com a visão do presidente”, finalizou.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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