PF não quer mais negociar com Vorcaro e não dará mais chance para delação
A Polícia Federal (PF) disse à Jovem Pan nesta quarta-feira (27) que não aceitará mais negociar com o banqueiro Daniel Vorcaro e não dará mais chance para delação. No dia 20 de maio a corporação já havia negado o pedido de delação premiada do dono do Banco Master.
Além disso, a PF também informou que vê indícios suficientes para que o dinheiro de Vorcaro, destinado ao filme “Dark Horse” – que trata sobre a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro – seja investigado. O pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) já foi feito pela PF.
O advogado José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa de Daniel Vorcaro, após a negativa do pedido de delação feito no dia 20 de maio pela defesa do banqueiro.
Em paralelo, porém, a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações para firmar acordo de cooperação com o banqueiro.
Transferência de Vorcaro
No dia 18 de maio, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a transferência de Vorcaro para uma cela comum na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal e suspendeu o acesso dos advogados a qualquer hora do dia. Quando oficializou o processo de delação premiada, o banqueiro foi custodiado na mesma Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava detido.
A transferência de Vorcaro para uma cela comum era indicação de que as negociações de cooperação não avançariam. Em 6 de maio, a defesa do banqueiro enviou a nova proposta de delação premiada após a PF e a PGR recusarem o primeiro material de colaboração. A corporação e o órgão entenderam que o conteúdo estava incompleto e não respondia às dúvidas dos investigadores.
O último material produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive. A defesa do banqueiro acreditava que a delação irá garantir a sua liberdade. A proposta continha uma série de anexos e sugeriria o pagamento de uma multa bilionária.
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