Regiões isoladas, moradores soterrados, feridos e vias obstruídas: Bombeiros relatam cenário em São Sebastião
Mais de 100 bombeiros participam da operação de busca e resgate a sobreviventes das chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo no último final de semana. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, a Major Luciana Soares, porta-voz do Corpo de Bombeiros, detalhou a situação em São Sebastião nesta terça-feira, 20, e afirmou que o cenário é “sensível”. “Os problemas que mais observamos é ainda regiões isoladas, pessoas feridas, pessoas ainda soterradas e obstrução de vias. Esse é o panorama da manhã de hoje [terça]. E o que nos preocupa é a questão do retorno do feriado, as pessoas retornando à capital [e vias ainda bloqueadas]. É um dia sensível’, afirmou Soares. As regiões mais críticas do município são a Vila do Sahy, onde foram identificados os 39 óbitos, 36 pessoas permanecem desaparecidas e 21 foram resgatadas com vida, e próxima a Juquehy, onde um novo deslizamento aconteceu.
Segundo a major Luciana, não foram identificadas novas vítimas no desabamento porque o imóvel atingido já havia sido esvaziado. “A maioria [das casas], graças a Deus, já foram desocupadas pelos alertas de emergências, não tem condições de ficar nesses locais. Nunca houve relato de ocorrência deste tamanho, é desafiador para nós também. Unimos esforços para trazer segurança, seriedade, um pouco de paz, mas as pessoas estão conscientes que tem que deixar os locais pelos riscos”, acrescentou. Ainda em São Sebastião, as praias de Boiçucanga e Camburi também se encontram em “situação bem crítica”, de acordo com os Bombeiros. Na região, pousadas e residências foram alagadas e moradores e turistas estão isolados. “Trabalhamos coma faixa de 30 km entre a Vila do Sahy e Juquehy, onde a situação é mais crítica”, conclui Luciana Soares.
O governador de São paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou que o número de mortos pelas chuvas no litoral norte de São Paulo já chega a 45, sendo 44 óbitos em São Sebastião e 1 em Ubatuba. A estimativa é que de 30 a 40 pessoas permaneçam desaparecidas. Atualmente, 1.730 desalojados e 766 desabrigados em todo Estado. As ações de busca, resgate e salvamento seguem ininterruptamente na região. Segundo o governo do Estado, equipes com psicólogas e assistentes sociais fazem um trabalho de acolhimento dos familiares das vítimas. Sete corpos já foram identificados e liberados para o sepultamento. São dois homens adultos, duas mulheres adultas e três crianças.
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