PGR defende caso Lulinha na 1ª primeira instância – a ‘sommelização’ da Justiça
A Procuradoria Geral da República (PGR) defendeu que as investigações sobre Lulinha, filho do presidente Lula, referente ao suposto tráfico de influência no governo e desvios do INSS, saia do STF e vá para a primeira instância.
De fato, não há ninguém, por enquanto, investigado com foro privilegiado que justifique a condução das investigações pelo STF. Mas o que chama a atenção neste caso não é o mérito da decisão, mas a seletividade da PGR.
Por que em tantas outras situações, nas quais os investigados não tinham foro por prerrogativa de função, e os processos eram conduzidos pelo STF; a PGR não demonstrou manifestação para que os casos caíssem para a primeira instância?
Dos condenados do 08 de janeiro, passando por dezenas de pessoas presentes no inquérito das Fake News, até recentemente a busca e apreensão pela PF ao jornalista Luiz Pablo, nenhum deles tinha foro privilegiado que justificasse a condução desses casos pelo STF.
Com tamanha seletividade, é razoável supor que a PGR quer tirar o caso da condução do ministro André Mendonça a fim de minimizar os efeitos eleitorais para as eleições. Aparentemente, a PGR escolheu um lado. É a “sommelização” da Justiça.
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