Exclusivo: Entidades investigadas no escândalo do INSS avaliam contar tudo e entregar parlamentares
Depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, no último dia 23 de abril, para apurar um esquema que teria causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões em descontos associativos não autorizados por aposentados e pensionistas, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) divulgou uma lista das entidades que estão sendo investigadas pela CGU (Controladoria-Geral da União). O escândalo do INSS tem gerado um verdadeiro embate entre oposição e governistas no Congresso Nacional para a instalação de uma CPI, na Câmara dos Deputados, ou uma de CPMI.
Fontes ligadas a entidades investigadas e ouvidas pelo titular desta coluna revelam que não descartam a possibilidade de começarem a contar o que de fato aconteceu nos últimos anos envolvendo descontos indevidos e empréstimos consignados. De acordo com um auxiliar de uma entidade investigada, o crescimento nos últimos anos só foi possível com a ajuda de parlamentares do Congresso Nacional que possibilitaram contatos importantes dentro de órgãos do governo e instituições bancárias.
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Com um desgaste de imagem nas últimas semanas, os investigados não pretendem ficar em silêncio por muito tempo. Caso uma CPI seja instalada na casa de leis, as entidades serão convocadas para prestarem esclarecimentos aos parlamentares, situação que poderá causar desconforto em alguns deles. Questionado por esta coluna sobre quem seriam os envolvidos no esquema, auxiliares do núcleo duro das entidades citam que parlamentares de oposição e governistas permitiram que esses laços fossem construídos nos últimos anos.
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Bruno Pinheiro
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