No Bahrein, Mário Frias acompanhou de longe vazamento de conversa de Flávio
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) cumpria agenda oficial no Reino do Bahrein quando a divulgação de um áudio com a voz atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dominou o noticiário político em Brasília. No áudio, o senador solicita ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apoio financeiro ao longa-metragem Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro do qual Frias é produtor executivo.
O parlamentar deixou o Brasil no dia 11 de maio, a convite formal da Embaixada do Reino do Bahrein, e tem retorno previsto para o dia 19. A viagem, cujo objetivo declarado é “fortalecer as relações bilaterais entre a República Federativa do Brasil e o Reino do Bahrein”, incluiu reuniões com integrantes do Parlamento bareinita, do Conselho Shura, do Economic Development Board e representantes do fundo soberano Mumtalakat, além de encontro com o presidente da Câmara dos Deputados do Bahrein.
Nesta quinta-feira (14), mesmo à distância, Frias divulgou nota para contestar as interpretações sobre a origem dos recursos que financiam a produção. O parlamentar afirmou que não há “contradição material” entre seus pronunciamentos anteriores e os fatos revelados pelo áudio. Segundo ele, quando declarou publicamente que não havia “um centavo do Master” no filme, referia-se ao fato de que Daniel Vorcaro “não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico” com a produção, e de que o Banco Master “nunca figurou como empresa investidora”. O contrato, segundo Frias, foi firmado com a empresa Entre, descrita como “pessoa jurídica distinta”.
O deputado negou ainda que Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) detenham qualquer participação societária no filme ou na produtora, afirmando que ambos “apenas autorizaram o uso de direitos de imagem da família”. Frias reiterou que os recursos captados foram utilizados “exclusivamente na produção do filme”, sem participação de verbas públicas.
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Eliseu Caetano
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