Rodrigo da Zaeli questiona imparcialidade de Zanin para julgar Bolsonaro
Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que não vê impedimentos para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na denúncia que envolve uma suposta trama golpista, a ser analisada pela Primeira Turma da Corte. Durante sua presidência no colegiado, Zanin destacou que não há “qualquer sentimento negativo” que possa influenciar sua decisão no caso. “Não vislumbro atuação pessoal minha que envolva a hipotética participação do ex-presidente da República nas imputações contidas na denúncia”, declarou o magistrado, buscando afastar críticas sobre sua imparcialidade.
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, solicitou que Zanin e o ministro Flávio Dino se pronunciassem a respeito do pedido de impedimento feito pela defesa de Bolsonaro. Os advogados do ex-presidente argumentam que Zanin não deveria julgar o caso, uma vez que, em uma ocasião anterior, ele se recusou a analisar um processo relacionado às eleições de 2022.
Em meio a esse embate, o deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) se manifestou contrariamente ao posicionamento do ministro, questionando sua imparcialidade. “Esse ministro foi indicado pelo presidente Lula, foi advogado do presidente Lula e do PT e agora você acha que vai atuar com imparcialidade ou mais uma vez será a raposa cuidando do galinheiro?” indagou o parlamentar. Zaeli também se pronunciou sobre a possibilidade de uma eleição em 2026, afirmando que seria um “golpe” não ter o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro como candidato, referindo-se ao impacto que sua ausência teria na disputa.
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Cristiano Zanin, que atuou como advogado de Lula durante o último pleito eleitoral, sustenta que sua participação anterior em questões eleitorais não representa um conflito de interesse na análise atual. “Naquela oportunidade, atuei fundamentalmente em questões eleitorais que tramitaram perante o Tribunal Superior Eleitoral, incluindo impugnações relacionadas a diversas candidaturas, inclusive a de Jair Messias Bolsonaro”, destacou o ministro.
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