Congresso vira chave eleitoral, governo prevê pautas de Lula congeladas e fala em ‘tudo ou nada’
O governo encarou a derrota na medida provisória que previa taxação de aplicações financeiras como a antecipação da disputa eleitoral de 2026. Aliados de Lula afirmam que o Congresso virou a chave para a corrida presidencial e que o Planalto não pode mais contar com o Centrão na aprovação de projetos de interesse do Executivo.
O PT vai investir novamente no discurso dos ricos contra os pobres, retomando a expressão “Congresso Inimigo do Povo” nas rede sociais. Lideranças do partido afirmam que a partir de agora irão traçar um “risco no chão”, separando quem defende os Bancos, Bets e Bilionários, e quem está da lado do trabalhador.
Sem a perspectiva de colaboração dos parlamentares a partir de agora, a equipe econômica de Lula estuda formas de cortar despesas no orçamento do ano que vem. Governistas também levantam a possibilidade de publicar decretos que possam aumentar impostos regulatórios, que não dependem da aprovação do Congresso, como IOF e o imposto sobre importação.
A articulação para derrota do governo contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. De acordo com aliados dele, Tarcisio teria ajudado a convencer deputados a votarem contra a matéria, junto com esforço dos presidente de partidos de centro, Antonio Rueda, do União Brasil, Ciro Nogueira, do PP, e Marcos Pereira, do Republicanos.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
A medida provisória uniformizava em 18% a taxa de Imposto de Renda sobre investimentos como ações, cotas de fundos, títulos e valores mobiliários. Antes cada aplicação no mercado tinha um valor diferente de imposto cobrado.
O governo chegou a ceder a pressão de parlamentares, mantendo dois investimentos isentos de cobrança: as Letras de Crédito Imobiliário, as LCI, e Letras de Crédito do Agronegócio, LCAS. O relator da matéria, Carlos Zaratinni, do PT, afirma que o centrão fechou um acordo e não cumpriu.
[jp-related-posts ids=”2065774,2065738″]
Assuntos
continue lendo
Brasil
Justiça proíbe Meta de usar conteúdo jornalístico sem autorização
Juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, suspendeu parte dos Termos Comerciais da Meta, previstos para entrar em vigor em 20 de novembro.
- Governo concorda com calendário de emendas e pagará 60% até julho, diz relator da LDO Victoria Abel · há 11 meses
- Messias pede reunião com bancada evangélica e intensifica ‘beija mão’ no Senado Victoria Abel · há 11 meses
- Sem acordo sobre anistia, bolsonaristas começam a negociar redução de penas Victoria Abel · há 11 meses
- Moraes determina perda de mandato de Ramagem, mas caso precisa ser analisado pela Câmara Victoria Abel · há 11 meses