Vorcaro finaliza detalhes de delação; proposta deve ser entregue nesta semana
A defesa do banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, trabalha para finalizar os últimos ajustes para apresentar a proposta de delação premiada, que deve ser entregue aos investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda nesta semana. A Jovem Pan havia adiantado a finalização da colaboração.
Os advogados de Vorcaro sinalizam que o material está quase pronto, mas que ainda não oficializaram a entrega do conteúdo. A proposta deve tramitar em sigilo e ser entregue em conjunto à PF e à PGR.
O objetivo da colaboração é garantir a liberdade do banqueiro. O documento prevê uma série de anexos e já estipula o pagamento de uma multa bilionária.
A expectativa inicial dos advogados é que a PF e o MPF levem cerca de duas semanas para analisar a documentação, seguidas por mais duas semanas para a realização das oitivas e depoimentos. No entanto, o prazo é considerado otimista na prática e o trâmite deve se estender por mais de um mês. Um dos motivos é que o valor da multa bilionária proposta pela defesa ainda precisará ser avaliado pelas autoridades, o que pode gerar uma contraproposta e prolongar as negociações.
O principal obstáculo para a defesa neste momento é a necessidade de apresentar informações substanciais que a Polícia Federal ainda não possua. Como o banqueiro já teve seus sigilos telefônico, telemático e bancário quebrados, as autoridades já detêm um vasto volume de dados sobre o caso. Para que a delação seja validada, Vorcaro precisará entregar todos os nomes envolvidos ou fatos que ultrapassem o que já foi descoberto nas investigações.
Apesar da dificuldade, a equipe jurídica do banqueiro tem se demonstrado otimista e avalia que as informações a serem apresentadas serão impactantes o suficiente para que as autoridades aceitem fechar o acordo rapidamente.
Vorcaro está preso desde o início de março e foi transferido pela Polícia Federal no dia 23 do mesmo mês. Para viabilizar o acordo de delação, o banqueiro montou uma força-tarefa jurídica composta por pelo menos dez advogados.
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