Exclusivo: Pato desmente Diniz e insinua ter sido ‘sacaneado’ no São Paulo
Ao contrário do que disseram Fernando Diniz e Raí na noite da última quinta-feira, 20, depois do empate do São Paulo com o Bahia no Morumbi, Alexandre Pato garante não ter pedido para sair do clube paulista. Em contato telefônico com o repórter Marcio Spimpolo, do Grupo Jovem Pan, minutos após a partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, o atacante, que recentemente rescindiu contrato com o Tricolor, desmentiu o treinador e o diretor de futebol e negou ter partido dele a decisão de deixar o São Paulo. Na mesma ligação, Pato ainda deixou “claro”, segundo Marcio Spimpolo, que foi “sacaneado” dentro do clube.
“Após o empate do São Paulo com o Bahia, recebi um telefonema de um número bloqueado. Atendi, e era o Alexandre Pato. Ele acompanhou tudo o que falamos nas últimas horas sobre a saída dele do São Paulo. Eu estava no ar, fazendo o Fim de Jogo na Jovem Pan. Perguntei se ele queria entrar no ar, e ele disse que não. Ficou de entrar no ar depois com a gente. Mas fiz algumas perguntas para o Pato… Primeiro, perguntei se havia partido dele, Pato, a saída do São Paulo. Ele respondeu que, em nenhum momento, partiu dele a saída do São Paulo. Depois, questionei se ele foi sacaneado no São Paulo. Ele deu uma risadinha e ficou claro, com um ‘sim’, que alguém lá no São Paulo acabou provocando a saída dele, e o desfecho foi a rescisão contratual”, informou o repórter do Grupo Jovem Pan.
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A afirmação de Pato vai de encontro ao que disseram Fernando Diniz e Raí depois do empate por 1 a 1 com o Bahia no Morumbi. Questionado sobre a saída de Pato, o treinador respondeu que o jogador estava “insatisfeito” e que “partiu dele o pedido de rescisão contratual”. “Depois da pandemia, não pedi afastamento do Pato, tinham jogadores melhores que ele. Depois da pandemia tudo mudou, e eu não ia tirar todos os jogadores por conta da maneira que a gente voltou. Eu achei que era adequado colocar outro jogador. Aí o Pato ficou insatisfeito e partiu dele o pedido de rescisão contratual”, disse o treinador. Raí seguiu na mesma linha. “O jogador manifestou a insatisfação e o desejo de sair mais de uma vez. Sentamos com ele, a diretoria, depois consultamos a comissão técnica e outros níveis do clube, e aí tomamos uma decisão em conjunto com o jogador. Página virada, desejamos sorte ao Alexandre Pato”, declarou o diretor de futebol.
Vice-artilheiro do São Paulo na temporada, com quatro gols, Pato enfrentou um grande desgaste com a comissão técnica e a diretoria do clube principalmente após a vexatória eliminação para o Mirassol, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Desde então, Fernando Diniz deixou o atacante no banco de reservas, e a alta-cúpula tricolor passou a entender que o custo-benefício para manter um atleta desse quilate entre os suplentes não era o ideal. Em participação no Esporte em Discussão da última quinta-feira, no Grupo Jovem Pan, Vampeta revelou que um amigo que conversou com Fernando Diniz já ouviu do treinador que ele considerava Pato “um computador novo que a tomada não liga, não encaixa”.
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