Boris Johnson vai eliminar restrições por Covid-19 apesar das críticas no Reino Unido
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pretende anunciar nesta segunda-feira, 21, o fim das restrições para impedir a propagação da Covid, apesar da oposição política e da relutância das autoridades de saúde. Dois anos depois de a Covid-19 provocar a crise mais grave em várias gerações no país, Johnson apresentará seu plano ao Parlamento. Os partidos de oposição acusam o primeiro-ministro de querer distrair a atenção, no momento em que seu cargo está em perigo pela investigação sobre uma série de festas na residência oficial de Downing Street durante o período de confinamento. Ele também é acusado de querer agradar aos representantes conservadores que estão insatisfeitos com as restrições às liberdades públicas.
De acordo com o plano, o governo pretende anunciar esta semana o fim da obrigação legal de autoisolamento das pessoas quando infectadas. “Hoje marca um momento de orgulho depois de um dos períodos mais difíceis da história do nosso país, pois começamos a viver com a covid”, disse o líder conservador nesta segunda-feira, antes do conselho de ministros para aprovar o plano. Johnson destacou que a pandemia não acabou, mas que, graças à incrível campanha de vacinação, o país está um passo mais próximo de voltar à normalidade e de finalmente devolver a liberdade às pessoas, sem abandonar a proteção. Outros aspectos do plano incluem a delegação às autoridades locais da gestão de futuros surtos, com as medidas legais prévias e o fim dos testes gratuitos para detectar a covid. A oposição trabalhista afirmou que a medida de eliminar os testes gratuitos é como substituir seu melhor zagueiro 10 minutos antes do fim de uma partida.
A confederação do NHS, que representa as principais autoridades do sistema nacional de saúde, não concorda com a decisão de Johnson. Segundo uma pesquisa interna realizada por eles, a maioria dos integrantes é contrária ao fim das medidas de isolamento e dos testes gratuitos à população. David Nabarro, delegado da Organização Mundial da Saúde (OMS) especializado em covid, afirmou que eliminar a lei sobre o isolamento dos infectados parece realmente pouco sábio. O Reino Unido registrou uma das piores taxas de morte per capita da pandemia. O porta-voz de questões de saúde do partido Trabalhista, Wes Streeting, também criticou a decisão e disse que Boris Johnson está declarando vitória antes do fim da guerra, em uma tentativa de distrair a atenção da polícia que bate à sua porta.
*Com informações da AFP
Assuntos
continue lendo
Mundo
Mais de 100 mil protestam em Paris contra aumento do custo de vida
As escolas públicas perderam milhões de horas de ensino devido à falta de substituição de professores
- Milei chama Lula de ‘ladrão e mentiroso’ após críticas à Argentina Estadão Conteúdo · há 24 horas
- Incêndio atinge antiga casa de montanha de Hitler na Alemanha AFP · há 24 horas
- França tem nova onda de protestos sob forte esquema de segurança AFP · há 1 dia
- Economia e agro: eleições no Brasil ganham destaque na imprensa internacional; veja Estadão Conteúdo · há 1 dia