Estados Unidos executam Lisa Montgomery, única mulher no corredor da morte
Lisa Montgomery, a única mulher que estava no corredor da morte dos Estados Unidos, foi executada nesta quarta-feira, 13, pelo estado de Indiana. A execução por injeção letal ocorreu no complexo penitenciário de Terre Haute, após a Suprema Corte levantar uma suspensão que havia sido ordenada por um tribunal federal horas antes. A morte foi confirmada às 1h30 do horário local, de acordo com jornalistas que acompanharam o procedimento. Montgomery, que tinha 52 anos, abdicou do direito de pronunciar as últimas palavras, limitando-se a dizer “não” quando o carrasco descobriu o seu rosto para perguntar se a condenada gostaria de dizer algo. Já sua advogada Kelley Henry, criticou a decisão do governo. “Nossa Constituição proíbe a execução de uma pessoa que não possa compreender racionalmente essa execução. O governo atual sabe disso. E a mataram de qualquer jeito. Deveriam sentir vergonha”, declarou à imprensa local. Segundo o Centro de Informações sobre Pena de Morte, a última execução a nível federal de uma prisioneira mulher tinha acontecido nos Estados Unidos em 1953.
[jp-related-posts ids=”1033958,1033949,1033926″]
Lisa Montgomery tinha 36 anos quando, em 2004, assassinou Bobbie Jo Stinett, de 23 anos, que estava grávida de oito meses. As duas tinham se conhecido pela internet e Montgomery foi à casa de Stinett usando um nome falso sob o pretexto de comprar um cachorro. Montgomery estrangulou Stinett até que ela perdesse a consciência e depois utilizou uma faca de cozinha para extrair o bebê da gestante. A condenada levou o recém nascido para a sua própria casa, onde acabou sendo presa no dia seguinte. A criança sobreviveu e foi devolvida pelas autoridades ao seu pai biológico. Os advogados da condenada argumentaram durante o julgamento que Montgomery sofria de uma doença mental devido a abusos físicos e sexuais dos quais foi vítima na infância e, por isso, não poderia ser condenada à morte. Alguns familiares de Stinett assistiram à sua execução.
*Com informações da EFE
Assuntos
continue lendo
Eliseu Caetano
EUA multiplicam por 100 importações de petróleo da Venezuela e pagam 25% menos pelo barril
Compras americanas chegaram a 701 mil barris por dia em julho, contra apenas 7 mil no mesmo mês de 2025
- Caso Epstein: polícia diz que buscas nas casas de Andrew foram ilegais AFP · há 9 minutos
- Rússia nega 2º contágio em caso suspeito de peste após morte de laboratorista Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Christa Pike volta a caminhar após sobreviver à tentativa de execução nos EUA Jovem Pan · há 3 horas
- Escritora canadense Anne Carson vence o Nobel de Literatura 2026 AFP · há 5 horas