Meta, de Mark Zuckerberg, põe fim a programa de diversidade e inclusão dentro da empresa
Juntando-se a empresas como John Deere e Walmart, a Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram, está abandonando seu programa de diversidade, equidade e inclusão, que inclui contratação, treinamento e escolha de fornecedores, confirmou um porta-voz da empresa nesta sexta-feira (10). A medida, que foi informada inicialmente pela Axios, vem na esteira da decisão do gigante da mídia social criada por Mark Zuckerberg de encerrar seu programa de verificação de notícias falsas e reduzir as políticas contra discurso de ódio.
Citando um memorando interno enviado aos funcionários, a Axios disse que o gigante da tecnologia com sede em Menlo Park, Califórnia, afirmou que a Suprema Corte dos EUA “tomou decisões recentes que sinalizam uma mudança na forma como os tribunais abordarão a DEI (sigla para diversidade, equidade e inclusão). ( ..) O termo ‘DEI’ também se tornou carregado, em parte porque é entendido por alguns como uma prática que sugere tratamento preferencial de alguns grupos em detrimento de outros.”
Na prática, isso significa que a Meta não terá mais uma equipe voltada para a diversidade e a inclusão, e a empresa disse que, em vez disso, “se concentrará em como aplicar práticas justas e consistentes que atenuem o preconceito para todos, independentemente de sua formação”. A empresa também encerrará sua “abordagem diversificada” para contratação, o que significava que um grupo diversificado de candidatos era considerado para cada vaga aberta.
Outras empresas que reduziram os programas de DEI recentemente incluem o McDonald’s e a montadora Ford, bem como o Walmart e a fabricante de equipamentos agrícolas John Deere. A Amazon também informou que está suspendendo alguns de seus programas de DEI, embora não tenha especificado quais. Em um memorando de 16 de dezembro aos funcionários que a Amazon compartilhou na sexta-feira, Candi Castleberry, executiva sênior de recursos humanos, disse que a empresa está “encerrando programas e materiais desatualizados”.
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“Também sabemos que sempre haverá indivíduos ou equipes que continuarão a fazer coisas bem-intencionadas que não se alinham com a abordagem de toda a empresa, e talvez nem sempre as vejamos imediatamente. Mas continuaremos fazendo isso”, escreveu ela. Em vez de “fazer com que grupos individuais criem programas”, ela acrescentou, a Amazon está “concentrando-se em programas com resultados comprovados – e também pretendemos promover uma cultura mais verdadeiramente inclusiva”.
Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações do Estadão Conteúdo
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