Ministério da Economia celebra manutenção de veto a reajuste de servidores
A Câmara dos Deputados manteve o veto do presidente Jair Bolsonaro a possibilidade de reajuste para servidores públicos até o fim do ano que vem. Com isso, prevalece a rejeição do item no âmbito do projeto de ajuda aos Estados e municípios. Em nota, o ministério da Economia parabenizou os deputados pela decisão. Segundo a pasta, a possível derrubada do veto traria graves consequências para as contas públicas, em especial para os municípios. O texto também elogia os senadores que votaram a favor da manutenção do veto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, usou a tribuna para defender a continuidade do veto presidencial. Para ele, após as regras de redução de salários e trabalhadores do setor privado, os servidores públicos precisam dar uma contribuição.
“Não podem, os servidores públicos, e nós somos servidores públicos, imaginar que uma mensagem mínima para a sociedade não precisa ser enviada. A Câmara precisa sim dar uma resposta. Venho a tribuna defender a manutenção do veto, porque tenho certeza que é a decisão correta”, afirmou. Maia também afirmou que prorrogar o auxílio emergencial com o valor de R$ 600 é praticamente impossível, reforçando opinião já declarada anteriormente. Ele afirmou que conflitos com a equipe econômica do governo ficaram no passado. “Aqui não tem nenhum ressentimento em relação aos ataques que o ministro da economia [Paulo Guedes] fez ao parlamento. Independente das relações pessoais, estamos aqui para defender o nosso país”, finalizou.
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A vitória do governo foi fruto de uma negociação de Rodrigo Maia junto a líderes governistas e de partidos de Centro e Centro-Direita que não são parte da base aliada. O novo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, destacou a importância da manutenção do teto de gastos. Cálculos do ministério da economia estimavam que, se houvesse a derrubada do veto, haveria o aumento de despesas de pelo menos R$ 98 bilhões. No entanto, a oposição questiona e reafirma que os reajustes dos servidores já estão previstos no orçamento.
*Com informações do repórter Levy Guimarães
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