Cientista de Oxford diz que variante do coronavírus pode estar em vários países

Segundo o especialista, as primeiras indicações são de que a mudança ocorreu na proteína S do vírus, o que permite que ele se agarre melhor e, consequentemente, seja mais contagioso

  • Por Jovem Pan
  • 20/12/2020 14h05
EFE/EPA/WILL OLIVER Cerca de 20 milhões de pessoas estão confinadas em Londres e área metropolitana há uma semana por causa do aumento do número de casos da doença

O cientista Daniel Prieto Alhambra, professor de farmacoepidemiologia da Universidade Britânica de Oxford, afirmou, neste domingo, 20, que a nova variante do coronavírus detectada no Reino Unido pode ter infectado pessoas de vários países europeus nas últimas semanas. Alhambra explicou a uma emissora de rádio espanhola que um mês atrás já se falava no campo científico de uma possível mutação do vírus, que agora seria mais contagiosa. O pesquisador afirmou, ainda, que é muito cedo para dizer se a variante é a causa do aumento súbito de casos em Londres, Alemanha, Itália e Espanha, mas frisou que é quase certo que a nova cepa está em várias nações do Velho Continente. Cerca de 20 milhões de pessoas estão confinadas em Londres e sua área metropolitana há uma semana por causa do aumento do número de casos da doença, como relatou o Reino Unido à Organização Mundial da Saúde.

Integrante do conselho de especialistas que assessora a Agência Europeia de Medicamentos em vacinas contra o vírus, Prieto Alhambra disse que as primeiras indicações são que a mudança ocorreu na proteína S do vírus, o que permite que ele se agarre melhor e, consequentemente, seja mais contagioso. Caso a teoria seja confirmada, ainda segundo o cientista, será necessário vacinar mais pessoas para se atingir a chamada imunidade do rebanho. Além disso, se já existem mais pessoas assintomáticas do que os estudos apontam, doses de vacinas estão sendo desperdiçadas com pessoas já infectadas. Ele também previu que, em qualquer caso, não será possível falar sobre a pandemia começando a ser controlada por mais meio ano e pediu que todas as pessoas sejam imunizadas. “É mais seguro obter imunidade ao ser vacinado do que ao ser infectado”, argumentou.

* Com Agência EFE

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