Na reta final do Brexit, polêmicas na família real mantém ânimos sensíveis no Reino Unido
O afastamento do príncipe Harry e a esposa da família real britânica será discutido nesta segunda-feira (13) com a rainha Elizabeth II. A monarca convocou uma reunião em sua residência de Sandringham, norte da Inglaterra, para definir uma solução para o caso.
Além do príncipe Harry, também vão participar do encontro o pai e o irmão mais velho dele, os príncipes Charles e William. Meghan, que está no Canadá com o filho do casal, irá acompanhar a reunião por telefone.
Os integrantes da família real querem encontrar uma solução para o pedido de afastamento de Harry. Quem irá financiar a vida dele a partir de agora? O casal irá manter seus títulos da monarquia? Que tipo de relação seguirá a partir do afastamento?
Esses são os pontos que a família pretende definir nos próximos dias para encerrar o assunto e virar a página.
O público britânico parece ter ficado insatisfeito com a forma como essa situação sem precedentes foi conduzida pelo casal Harry e Meghan. Uma pesquisa divulgada neste final de semana aponta que 72% da população acredita que o casal tem o direito de ir embora.
Porém, 76% dos entrevistados também acham que os cofres públicos não devem mais ser usados para cobrir os gastos de segurança dos dois. Uma parcela de 60% diz ter faltado cortesia com a rainha na maneira em que Harry e Meghan anunciaram a vontade de deixar o país.
O assunto é bastante delicado já que os britânicos desejam retomar alguma normalidade depois de anos discutindo o Brexit. No fim, um dos maiores apelos para a separação europeia foi uma pretensa defesa dos valores britânicos.
Ocorre que um dos pilares desses valores é justamente regido pela monarquia, que anda em um momento desconfortável com a sociedade. Até por isso a rainha Elizabeth II tem demonstrado tanto interesse em não aumentar ainda mais este episódio.
No fim, os ânimos seguem bastante sensíveis e o futuro do Reino Unido já está imprevisível demais com as consequências do Brexit. Tudo que a Grã Bretanha não precisa agora é de mais instabilidade vinda justamente da família que, em tese, representa os valores do país.
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