Dino e Moraes reagem à fala de Mendonça sobre ‘ativismo judicial’
Durante julgamento realizado nesta terça-feira (18), que culminou com a condenação de nove réus do nucelo militar da trama golpista, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiram às declarações de André Mendonça, que associou a Corte à prática de suposto “ativismo judicial” no julgamento do artigo 19 do Marco Civil da Internet. A fala de Mendonça ocorreu um dia antes, durante evento do grupo empresarial Lide, em São Paulo.
No almoço, Mendonça afirmou que o Supremo “criou restrições sem lei” ao aumentar a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos de terceiros — decisão tomada por 8 votos a 3. O ministro abriu a divergência e defendeu a manutenção das regras atuais, que limitam a responsabilização das empresas ao descumprimento de ordens judiciais. Segundo Mendonça, “isso se chama ativismo judicial, que muitos colegas defendem”. Ele argumentou que votou contra porque a Constituição “não autoriza” essa postura.
O ministro Flávio Dino classificou o uso do termo como uma tentativa de descredenciar o tribunal. Para ele, a expressão funciona como “palavras mágicas” para justificar críticas sem fundamento. “Isso é tão consistente quanto a espuma das ondas que quebram na praia. O que ocorre aqui no Supremo é a aplicação das leis”, disse Dino, afirmando ser natural haver críticas, mas rejeitando o rótulo de ativismo.
Alexandre de Moraes também rebateu a acusação. Segundo ele, o debate público mistura interesses econômicos e ideológicos ao tratar do tema. “O ativismo comercial precisa que se fale do ativismo judicial. Então é isso: levantar algo que não existe”, afirmou.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_4anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
A decisão contestada por Mendonça foi definida no início de outubro. A maioria dos ministros entendeu que o modelo vigente desde 2014 é insuficiente para proteger direitos fundamentais na internet e que as plataformas devem ter um dever de cuidado mais amplo. Os relatores Dias Toffoli e Luiz Fux defenderam que o avanço tecnológico exige novas responsabilidades.
[jp-related-posts ids=”2078914,2078673″]
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Assuntos
continue lendo
Política
Zanin vai relatar novo pedido do PSD por segundo turno no Rio
Douglas Ruas foi declarado eleito no primeiro turno após anulação dos votos obtidos pelo candidato Anthony Garotinho
- Flávio diz que vai ‘esfregar’ crimes de Lula em debate e que Brasil está sem presidente Estadão Conteúdo · há 1 hora
- Com funk e axé, Flávio Bolsonaro transforma ato político em bloco de carnaval na Av. Paulista Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Flávio comemora entrevista de amiga de Lulinha; deputada pede proteção a testemunha Estadão Conteúdo · há 6 horas
- ‘Você tinha o apoio do presidente’, afirmou advogado em áudio a Vorcaro, segundo revista Jovem Pan · há 6 horas