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Política

Aposta de Lula, Tebet disputa sua 7ª eleição após ser eleita em cinco e mira Senado por SP

Das eleições que participou, ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil foi eleita em cinco ocasições, só perdeu em 2022, quando disputou à Presidência

Sarah Américo

SIMONE TEBET
SIMONE TEBET Divulgação

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet (PSB), é uma das candidatas ao Senado por São Paulo. Filha do ex-presidente do Senado Ramez Tebet, morto em 2006, ela nasceu no dia 22 de fevereiro de 1970, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. É formada em Direito e tem especialização pela Escola Superior de Magistratura e mestre em direito pela PUC-SP.

Aos 55 anos, faz parte da coligação PDT / PSB / FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA – FE BRASIL(PT/PC do B/PV) / FEDERAÇÃO PSOL REDE(PSOL/REDE), do presidente Lula, e tem como suplentes são: Laio Morais (PT) e Marcelo Barcieri (PDT) na corrida ao Senado.

Segundo Tebet, a decisão de concorrer por São Paulo, o maior colégio eleitoral do País, aconteceu após incentivo do presidente Lula (PT) e e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Apesar de não ter nascido em São Paulo, Tebet diz ter relação próxima com o Estado, já que foi em São Paulo que fez mestrado e onde vivem suas filhas atualmente.

Carreira política

2026 marca a sétima disputa de Tebet a uma cargo político. Estreou na política em 2002, como deputada estadual, após trabalhar 12 anos como professora universitária. Em 2004, tornou-se a primeira prefeita mulher de Três Lagoas, tendo sido reeleita em 2008. Já em 2010, foi eleita vice-governadora de Mato Grosso do Sul na chapa de André Puccinelli.

Em 2014, concorreu ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, e foi eleita.

Concorreu em 2022 para presidente, mas não avançou para o segundo turno. Na ocasião declarou apoio ao presidente Lula, de quem foi ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, e também participou da campanha. Tebet foi a terceira colocada com quase 5 milhões de votos na últimas eleições presidenciais.

Durante seu tempo como ministra do Planejamento trabalho em prol da defesa das mulheres e de uma política baseada no diálogo. Chegou a ser reconhecida como uma das principais lideranças femininas do país, integrando a lista “BBC 100 Women 2022”, que reúne as mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo.

No Senado, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), liderou a Bancada Feminina e ganhou destaque na CPI da Covid por sua atuação técnica e firme na apuração de irregularidades na compra de vacinas.

Troca de partido

Até o começo deste ano, quando deixou o cargo no final de março para concorrer ao Senado por São Paulo e fortalecer a presença de Lula no Estado, era filiada ao Movimento Democrata Brasileiro (MDB), entretanot, deixou o partido que tem como apoio, em São Paulo, a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Antes do fim do prazo para mudança partidária, Simone Tebet foi para o Partido Socialista Brasileiro (PSB) A troca foi de olho em uma vaga pelo Senado em São Paulo. “Eu, no juramento final, digo que tenho convicção que esta é minha segunda e última morada”, esclareceu a ex-ministra durante filiação.

Sabatina na Jovem Pan

Apesar de ter apoiado o presidente Lula nas eleições de 2022 e ser uma das apostas do mandatário para o pleito deste anos, Tebet disse na sabatina na Jovem Pan que não se arrepende das críticas que fez ao presidente Lula (PT).

A ex-ministra afirmou que é preciso diferenciar responsabilidade política de responsabilidade civil e criminal. Segundo ela, um chefe do Executivo pode responder politicamente por fatos ocorridos durante seu mandato sem necessariamente ter participação direta nas irregularidades.

“Eu não vejo incoerência porque eu não mudo uma linha do que eu disse e vou dizer porquê. Uma coisa é responsabilidade política e outra coisa é a responsabilidade civil e criminal de um presidente da república ou de um prefeito”Simone Tebet à Jovem Pan

Pesquisa eleitoral

Pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada em 25 de agosto, mostra um empate técnico entre Tebet, o ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede). Eles lideram a corrida pelas duas vagas ao Senado em São Paulo. Segundo a pesquisa, estão numericamente empatados com 12% das intenções de votos totais.

A ex-ministra Simone Tebet (PSB) registrou 11% e está tecnicamente empatada com os dois.

Em seguida, aparece o presidente da Alesp, André do Prado (PL), com 7%. Ele está empatado na margem de erro com Tebet. O deputado federal Ricardo Salles (Novo) tem 5%.

A Quaest entrevistou 1.800 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, 95%. A pesquisa foi contratada pelo grupo Globo e registrada no TSE sob o número SP-06946/2026.

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